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Economia

Combustível tem 1ª alta na gestão Silva e Luna

Aumento é de 6% na gasolina e o mesmo porcentual no botijão de gás

06 de Julho de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo
Petrobras negou que estivesse segurando os preços.
Petrobras negou que estivesse segurando os preços. (Crédito: VINICIUS FONSECA / ARQUIVO JCS (22/10/2020))

A Petrobras reajustou os preços da gasolina e do óleo diesel pela primeira vez desde que o general Joaquim Silva e Luna assumiu a presidência da empresa, em abril deste ano. A partir de hoje, a gasolina vai ficar 6% mais cara nas refinarias, enquanto o óleo diesel terá alta de 3,7%. O valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, também foi alterado, com reajuste de 6%. Esta é a sexta vez que o produto sobe de preço desde janeiro.

Os aumentos ocorrem após meses consecutivos de alta do preço do petróleo no mercado internacional. A estatal nega, porém, que estivesse segurando os preços dos combustíveis como forma de ajudar politicamente o governo federal.

A empresa diz que continua praticando valores equivalentes aos dos importadores, que concorrem com ela pelo fornecimento interno. Os critérios de reajuste seriam as variações da commodity nas principais bolsas de negociação e também do real frente ao dólar. Além disso, a Petrobras diz considerar os custos logísticos dos seus competidores, que pagam pelo frete do navio para transportar os combustíveis até o Brasil e pela infraestrutura de armazenamento e escoamento dos produtos no mercado interno.

Ao mesmo tempo, a empresa diz que não pretende repassar para os consumidores volatilidades momentâneas provocadas por eventos pontuais no mercado internacional. Por isso, os reajustes da gasolina e do diesel estariam acontecendo em prazos mais longos.

Diferentemente do que acontece com os combustíveis automotivos, o preço do gás de cozinha permanece numa escalada de alta ao longo deste ano. O reajuste de 6% anunciado ontem pela Petrobras é o sexto desde o começo do ano. Com mais essa alta, o produto passa a custar R$ 46,80 nas refinarias, R$ 2,60 mais que em junho. Por conta do apelo social do gás de cozinha, a cobrança de PIS e Cofins foi suspensa pelo governo. Isso não tem impedido, no entanto, que o botijão chegue a custar mais de R$ 100 em algumas cidades. (Estadão Conteúdo)