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Economia

Vacinação no País está abaixo do esperado, diz presidente do BC

25 de Maio de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo [email protected]
Roberto Campos Neto: setores produtivos se adaptam.
Roberto Campos Neto: setores produtivos se adaptam. (Crédito: FABIO POZZEBOM / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL (20/11/2019))

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou ontem que diversos países têm mostrado ascensão no contágio pelo novo coronavírus, mas apontou que os programas de vacinação têm mostrado aceleração. No caso do Brasil, contudo, ele reconheceu que a imunização cedeu um pouco, o que não era previsto pela instituição neste momento.

“Alguns países asiáticos voltaram a ter um aumento no número de casos de Covid-19, puxado pela Índia. O Brasil também voltou a ter uma pequena aceleração no número de casos. Mas, olhando os números de óbitos, vemos uma queda em quase todos os lugares. A aceleração da vacinação é o que importa e que fará as economias reabrirem. A Europa começou a acelerar a vacinação, a Alemanha e a China estão acelerando”, afirmou o presidente do BC, em evento digital promovido pelo eB Capital.

Campos Neto admitiu que a média móvel de vacinação no Brasil caiu um pouco devido à falta de insumos para a fabricação da vacina, mas ele voltou a prever que a imunização será forte no País a partir de junho. “O que de fato está acontecendo em matéria de vacinação é menor do que esperávamos, mas tivemos boas notícias de grandes de compras recentes de vacinas”, completou.

O presidente do BC destacou ainda as revisões para cima do crescimento da economia global neste ano. Ele disse mais uma vez que, no Brasil, as atuais medidas de distanciamento social têm tido menos impacto sobre a economia, pois os setores produtivos já estariam mais adaptados a esse tipo de determinação dos governos regionais. (Estadão Conteúdo)