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GLP

Gás de cozinha chega a custar R$ 120 no Centro-Oeste

Último reajuste, pela Petrobras, foi no dia 1º de abril

04 de Maio de 2021 às 08:02
Da Redação com Estadão Conteúdo
Botijões de gás de cozinha (GLP) em distribuidora
Botijões de gás de cozinha (GLP) em distribuidora (Crédito: Vinicius Fonseca (26/03/2020))

O preço do gás de cozinha voltou a subir na última semana de abril (25 de abril a 1º de maio) comparada à semana anterior, atingindo R$ 120 o botijão de 13 kg no Centro-Oeste, local de mais difícil acesso de distribuição, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor é 0,4% maior do que na semana anterior.

O menor valor continua sendo na região Sudeste, com preço médio de R$ 65/botijão. O último ajuste do GLP 13 kg foi anunciado pela Petrobras no dia 1º de abril, da ordem de 5% em relação ao preço anterior. Os movimentos no preço do produto pela estatal têm sido mensais, ao contrário dos demais combustíveis, que acompanham mais de perto as oscilações do petróleo e derivados no mercado internacional.

Em Sorocaba, a última pesquisa disponível da ANP - do período de 11 a 17 de abril - indicou preço médio de R$ 88,20, embora em algumas revendedoras o botijão esteja sendo vendido com preços próximos de R$ 100.

A Petrobras informou ontem que vai passar a oferecer contratos de venda de gás natural às distribuidoras com um novo indexador de preços. O índice Henry Hub, um dos mais conhecidos pontos de negociação de gás nos Estados Unidos, é considerado mais estável, com menor oscilação e diretamente relacionado ao produto -- atualmente, a Petrobras adota o preço do petróleo no exterior, o Brent, como indexador. Já em vigor, a nova opção garante paridade com preços internacionais.

A mudança ocorre duas semanas depois de o general de Exército Joaquim Silva e Luna tomar posse na presidência da Petrobras.

No início de abril, a Petrobras anunciou um aumento de 39% no preço do gás vendido às distribuidoras, com vigência a partir de 1º de maio. O reajuste foi motivado pela alta do petróleo e do câmbio e também pela inflação.