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Negociação para adiar aumento de 39% no gás fracassa

29 de Abril de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo
Na matriz energética da indústria, eletricidade e gás natural estão entre os mais usados.
Na matriz energética da indústria, eletricidade e gás natural estão entre os mais usados. (Crédito: camara.leg.br)

As negociações entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e outros elos da cadeia do gás natural para encontrar meios de postergar a alta de 39% no preço da molécula fracassaram, e o reajuste tende a ser implementado a partir de 1º de maio. Participaram das conversas a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), a Petrobras e representantes das transportadoras de gás canalizado.

A principal alternativa colocada à mesa para solucionar o problema no curto prazo foi o adiamento do reajuste para evitar que ele entrasse em vigor em meio à pior fase da pandemia do novo coronavírus, postergando os efeitos sobre a indústria, comércio e consumidores residenciais, que já têm sentido no bolso a escalada da inflação.

Foi justamente essa proposta que fracassou, segundo apurou o Broadcast Energia (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), uma vez que as proprietárias dos gasodutos não desistiram de receber já a parte que cabe a elas no reajuste.

“Para isso (a postergação) acontecer, precisaria haver alinhamento com todos os agentes do setor, o que não aconteceu”, explicou o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça. (Estadão Conteúdo)