Segurança pública
Mulher em surto morre baleada por policial
O soldado André Coelho Maximo da Costa, preso por atirar e matar uma mulher em possível surto em Pirituba, na zona norte de São Paulo, foi solto após audiência de custódia na tarde de ontem (16).
O advogado Gilberto Quintanilha, que representa o policial militar, afirmou que a "justiça foi restabelecida". "A ação dele foi absolutamente legítima e dentro de tudo o que a Polícia Militar determina", afirmou Quintanilha após a audiência de custódia.
Em nota, o advogado Mauro Ribas, que também integra a defesa de Maximo, afirmou que a prisão ocorreu por "cunho político e eleitoreiro".
Maximo, que é soldado da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), e outros dois colegas atenderam à ocorrência que terminou com a morte de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, na tarde de quinta-feira (15).
Ela estaria em surto e se aproximou dos agentes com uma faca, antes de ser baleada na cabeça por Maximo. O policial foi preso em flagrante.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou, na quinta-feira, que "não tolera desvios de conduta". "Um inquérito foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da PM."
Outros dois homens em surto foram mortos com ao menos 51 disparos em apenas uma semana. Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado e morto na Vila Dionísia, na zona norte de São Paulo, após policiais dispararem 24 vezes, em 3 de outubro. Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto com 27 tiros após agentes efetuarem 45 disparos no último sábado (10) em Moema. (Estadão Conteúdo)