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Política

Flávio defende PECs e Lula, mudança no judiciário

Em campanha para o 2º turno, candidatos à Presidência se posicionam sobre temas nacionais

07 de Outubro de 2026 às 22:15
Estadão Conteúdo [email protected]
Lula: carregando o STF
Lula: carregando o STF (Crédito: Fábio Rogério / Arquivo JCS)

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou ontem (7) que respeitará a Constituição, mas defendeu alterações no texto constitucional. A declaração veio após uma fala em que disse que a direita tem maioria para uma mudança constitucional, o que foi interpretado como uma defesa de uma nova Constituição.

Segundo Flávio, várias propostas que pretende realizar, caso eleito, precisariam passar por Propostas de Emenda à Constituição (PEC). "Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição", listou a jornalistas, após encontro com integrantes do PP e do União Brasil.

Na terça-feira (6), durante evento em Goiânia, Flávio disse: "O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição".

Perguntado por jornalistas o que quis dizer com "redemocratizar o País", Flávio questionou: "Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje?"

Com menos votos do que Flávio no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu seu primeiro alvo para buscar votos: o Supremo Tribunal Federal. Após se reunir com aliados na segunda-feira (5), aumentou o tom das críticas ao STF e defendeu a reforma do judiciário.

"Estamos carregando nas costas a promiscuidade da suprema corte", disse o presidente, numa referência às acusações de envolvimento de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre os aliados do petista há convicção de que Lula foi associado ao ministro Alexandre de Moraes e que as denúncias de envolvimento do magistrado com Vorcaro afetaram a campanha eleitoral. (Estadão Conteúdo)


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