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Caso Banco Master

Vorcaro: PF negou delação para blindar diretor-geral

Fachin diz que tomará medidas "no tempo devido e sem precipitação"

02 de Setembro de 2026 às 20:47
Estadão Conteúdo [email protected]
Banqueiro está preso e mantinha relacionamento próximo com autoridades
Banqueiro está preso e mantinha relacionamento próximo com autoridades (Crédito: Reprodução / Redes sociais )

O banqueiro Daniel Vorcaro prestou um depoimento sigiloso à equipe do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, no qual acusou a Polícia Federal de ter rejeitado a sua proposta de delação premiada para blindar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, por causa da eventual relação mantida entre eles. Vorcaro, porém, não apresentou provas nem entrou em detalhes. Ele disse ainda que a Procuradoria-Geral da República mostrou disposição em levar adiante o processo de colaboração, mas culpou a PF pelo fracasso da delação.

Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. A PF também não comentou.

De forma contraditória, porém, Vorcaro voltou a negar ter cometido crimes financeiros e disse que se trataram de "erros" dentro de disputas de negócios.

Os participantes do depoimento se surpreenderam com o fato de Vorcaro continuar negando crimes. De acordo com essas pessoas, o banqueiro apresentou poucos fatos concretos sobre os temas que abordou.

Na terça-feira (1º), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pela nulidade da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no caso do Banco Master. A manifestação atende a um pedido de Mendonça, após o recebimento de relatório da PF com diálogos entre Moraes e Vorcaro. Nelas, o banqueiro pediu auxílio e orientações sobre as investigações.

O relatório da PF foi feito a pedido de Mendonça. Para Gonet, a investigação é nula porque Mendonça não poderia ter ordenado a PF a investigar pessoas específicas.

O presidente do STF, Edson Fachin, disse ontem (2) que o cargo de ministro "não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades". Fachin prometeu tomar providências — mas não especificou quais nem quando. "Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias", disse. (Estadão Conteúdo)