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Política

PGR pede investigação de Lulinha na primeira instância

20 de Agosto de 2026 às 21:29
Estadão Conteúdo [email protected]
Filho de Lula é acusado de tráfico de influência
Filho de Lula é acusado de tráfico de influência (Crédito: JUCA VARELLA / Arquivo ESTADÃO CONTEÚDO)

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para transferir as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a primeira instância é uma tentativa de esvaziar a relatoria do ministro André Mendonça.

Nos bastidores da Corte, o movimento atual é interpretado por esse grupo como a segunda ofensiva institucional para tirar a investigação do escrutínio de Mendonça.

A primeira tentativa de drible ocorreu quando a Polícia Federal solicitou o fatiamento da investigação original e enviou os novos pedidos de inquérito para o sorteio geral do STF, em vez de peticionar ao relator de origem.

Mendonça, que já conduz o inquérito principal sobre fraudes no INSS, acabou assumindo por sorteio outras duas apurações derivadas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto um terceiro caso correlato foi parar com Flávio Dino.

O argumento usado nos dois episódios é de que as apurações sobre Lulinha não têm relação direta com a fraude dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Agora, a PGR entra em cena formalizando a solicitação para que o inquérito deixe o Supremo, sob a justificativa de que não há autoridades com foro privilegiado envolvidas no suposto tráfico de influência.

Esclarecimentos

O presidente Lula disse que Lulinha deve se apresentar à Justiça para prestar esclarecimentos. A orientação de Lula foi dada na noite de quarta-feira (19), durante reunião com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende o empresário, e com o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.

Marco Aurélio disse que o encontro, no Palácio da Alvorada, foi para tratar de agendas de Lula em São Paulo, e não dos três inquéritos contra o empresário por tráfico de influência. "Mas a orientação do presidente é para colocar o filho dele à disposição da Justiça", afirmou o advogado. (Da Redação com Estadão Conteúdo)