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Clima

Ciclone-bomba causa estragos no RS e põe SP e Rio em alerta

Ventos chegaram a 109 km/h em Santos e a 97 km/h em Itanhaém. Aulas foram canceladas no litoral paulista e no Rio de Janeiro

07 de Agosto de 2026 às 20:42
Estadão Conteúdo [email protected]
Força da ventania causou uma morte e deixou cinco feridos no Rio Grande do Sul
Força da ventania causou uma morte e deixou cinco feridos no Rio Grande do Sul (Crédito: EVANDRO LEAL / ENQUADRAR / ESTADÃO CONTEÚDO (7/8/2026))

A ventania que atingiu o Rio Grande do Sul durante a passagem de um ciclone-bomba na quinta-feira (6) deixou um morto, cinco feridos e 118 municípios com registro de danos, segundo a Defesa Civil gaúcha. O ciclone extratropical se afastou para o alto-mar.

Uma frente fria avançou ontem (7) para a região Sudeste, com ventos mais fortes em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Defesa Civil alerta para rajadas de vento superiores a 100 quilômetros por hora nos litorais paulista e fluminense até hoje (8).

O ciclone-bomba se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente e produz vendaval, chuvas intensas e mudança brusca na temperatura.

Na região Sul, a morte foi registrada na cidade de Montenegro, na Grande Porto Alegre após a queda de uma árvore sobre um motociclista de 33 anos na rodovia RS-124.

Pedro Osório, outra das cidades gaúchas mais castigadas, suspendeu as aulas na rede municipal e o transporte de alunos para Pelotas após um tornado acompanhado de tempestade com granizo.

Em todo o Rio Grande do Sul, 332 mil domicílios ficaram sem energia elétrica — na área de cobertura de duas concessionárias —, mas o serviço foi restabelecido na maioria dos imóveis. Havia ontem pelo menos 121 desabrigados no Estado.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o temporal, a Estação de Tratamento de Água São João — que atende mais de 600 mil pessoas — e 12 estações de bombeamento de água tratada ficaram sem fornecimento de energia elétrica. Por isso, ao menos 45 bairros da capital registraram baixa pressão ou falta de água desde quinta-feira.

São Paulo

Em São Paulo, as rajadas de vento pela manhã chegaram a interromper o movimento no porto de Santos, assim como a travessia de balsas até o Guarujá. O mesmo serviço também foi paralisado entre São Sebastião e Ubatuba. As operações foram retomadas ainda pela manhã.

Rajadas de vento chegaram a 109 km/h em Santos e a 97 km/h em Itanhaém.

As prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam ontem as aulas na rede pública.

Uma das regiões com ventos mais fortes no Estado é a Baixada Santista. Conforme o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Minhoto, a região está entre as áreas de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade das rajadas.

Na semana passada, São Paulo teve três mortes durante ventanias — duas no litoral e uma em Cesário Lange, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).

Rio de Janeiro

A rede municipal suspendeu ontem as aulas preventivamente na cidade do Rio de Janeiro. A prefeitura e o governo do Estado recomendaram também a antecipação do fim do expediente.

As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Na semana passada, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na capital fluminense. (Da Redação com Estadão Conteúdo)