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Segurança

Rede induzia jovens a suicídio pela internet

04 de Agosto de 2026 às 21:48
Agência Brasil
Ministério da Justiça
Ministério da Justiça (Crédito: Isaac Amorim/MJ-SP)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou os resultados da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), para investigar uma organização criminosa que atraía crianças e adolescentes para comunidades virtuais, submetia vítimas a coerção psicológica e as incentivava à prática de violência extrema contra animais (principalmente gatos), desafios de automutilação e induzimento ao suicídio.

A apuração teve início após suicídio transmitido ao vivo de uma adolescente (Lívia) de 13 anos, no último dia 22 de julho. A live na internet ocorreu em um grupo virtual da rede social Discord, por cerca de 45 minutos. Antes de ser induzida a tirar a própria vida na casa onde morava com a família em Naviraí, a 365 km de Campo Grande, a adolescente foi coagida no ambiente virtual pelos criminosos a torturar e matar um gato, sem êxito.

O delegado e coordenador do Ciberlab, Alesandro Barreto, afirmou estar impressionado com a crueldade nas redes sociais e com o que chamou de escravidão digital. "Estão recrutando meninas, crianças e pessoas mais vulneráveis para fazer coisas bárbaras contra animais, principalmente gatos. Eles também incentivam a automutilação. Infelizmente, não conseguimos salvar a Lívia, mas, durante a operação, localizamos outra garota que cometeria suicídio ao vivo na internet e impedimos que isso acontecesse", afirmou.

Supervisão parental

Em entrevista coletiva em Brasília, o ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Wellington César Lima e Silva, reforçou que o combate a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes exige prevenção e vigilância ativa por parte dos pais e de toda a sociedade. (Agência Brasil)