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Medicina

Universidade apura se cientista escondeu morte de criança em testes

27 de Julho de 2026 às 21:01
Agência Brasil
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Uma universidade chinesa investiga relatos de que um teste de edição genética causou a morte de uma menina de seis anos, que não foi comunicada no estudo publicado, afirmou a Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong de Xangai. As denúncias são um revés nas ambições da China de se tornar uma superpotência na biotecnologia.

A menina, identificada pelo pseudônimo "Mei", morreu no ano passado aproximadamente uma semana após receber uma infusão espinal de bilhões de vírus projetados para penetrar no cérebro com fins terapêuticos, segundo investigação conjunta da revista Science e do Retraction Watch, plataforma que investiga casos de retratação de artigos científicos.

A terapia experimental tinha como objetivo corrigir uma condição genética rara que atrasava seu desenvolvimento cognitivo, destacou o relatório.

O neurocientista Zilong Qiu, pesquisador principal, chegou a publicar um artigo na prestigiosa revista Nature sobre essa terapia aplicada em animais, mas não mencionou o caso de Mei. O pesquisador ainda não se manifestou publicamente sobre as denúncias.

Em resposta ao artigo da Science e do Retraction Watch, a Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong de Xangai informou em comunicado que "criou um grupo de trabalho especial para fazer uma investigação exaustiva sobre o incidente".

A Escola de Medicina "opõe-se firmemente à realização de pesquisas científicas médicas em violação da ética da pesquisa científica", assegurou. O comunicado acrescentou que seriam tomadas "medidas severas" de acordo com as conclusões da investigação. (Estadão Conteúdo)