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Política

Presidente da Câmara critica decisão de bloquear bens de Valdemar

11 de Julho de 2026 às 21:32
Estadão Conteúdo [email protected]
 PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) (Crédito: Lula Marques / Arquivo Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente partidário é suspeito de ter desviado a destinação de 21 emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo.

Motta manifestou "inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento". Para o presidente da Casa, a decisão de Dino "não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política".

Segundo a investigação da Polícia Federal, o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar a ele mesmo recursos herdados do orçamento secreto, caso revelado pelo Estadão em maio de 2021.

A defesa de Valdemar afirmou que a atuação dele, que não tem mandato como deputado ou senador, é "natural e legítima". O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou atuação seletiva da PF.

A investigação da Polícia Federal na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, aponta que Valdemar "contava com autonomia para direcionar recursos de emendas conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla".

O direcionamento das emendas, segundo a PF, era operado por Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). (Estadão Conteúdo)