Rio de Janeiro
Polícia Federal prende pastor em operação no Rio
Com base em listas apreendidas com o contraventor Adilsinho, apontado como o "capo" da nova direção do jogo do bicho no Rio de Janeiro, que indicariam registros de pagamento de propina a políticos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro do crime organizado, a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de ontem (2) a fase número 5 da Operação Unha e Carne. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas em favor da facção Comando Vermelho.
Expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os mandados de prisão preventiva tiveram como alvos o pastor evangélico Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ); o contraventor Adilsinho (que já está preso); e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (também preso). O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi alvo de busca e apreensão.
Empresário e líder religioso, Márcio Poncio, de 52 anos, é conhecido como o "pastor do cigarro" e "patriarca da família Poncio". Magnata da indústria do tabaco, Poncio acumula milhares de seguidores e fiéis pela exposição como líder de uma família de influenciadores digitais no Rio de Janeiro e pela atuação como pastor evangélico na Igreja da Nuvem.
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Poncio encontrou o sucesso financeiro em um setor incomum para líderes religiosos: a indústria do tabaco. De auxiliar de produção, tornou-se proprietário de uma distribuidora e fábrica de cigarros. A atividade comercial rendeu o apelido público de "pastor do cigarro" ao líder da família Poncio.
Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio. (Estadão Conteúdo)