Buscar no Cruzeiro

Buscar

Eleições 2026

Anúncios pagos sobre o STF colocam Corte no centro do debate eleitoral

Políticos e pré-candidatos usam redes para criticar ministros e defender impeachment

16 de Maio de 2026 às 21:30
Cruzeiro do Sul [email protected]
Para especialistas, críticas fazem parte do debate eleitoral, embora ataques institucionais e a disseminação de informações falsas possam levar à Justiça Eleitoral
Para especialistas, críticas fazem parte do debate eleitoral, embora ataques institucionais e a disseminação de informações falsas possam levar à Justiça Eleitoral (Crédito: ANTÔNIO AUGUSTO / STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ocupar espaço permanente na propaganda política digital no País. Em meio à aproximação das eleições de 2026, o volume de anúncios pagos sobre a Corte nas redes sociais cresceu mais de 50 vezes desde 2020. Políticos, pré-candidatos e páginas de grupos de militância intensificaram o uso de campanhas digitais para criticar ministros, defender mudanças no Supremo ou mobilizar apoiadores em torno da atuação da Corte.

Levantamento feito pelo Estadão na biblioteca de anúncios da Meta, considerando os quatro primeiros meses de cada ano desde 2020, mostra que o volume de resultados de campanhas pagas sobre o STF com circulação nas plataformas da empresa saltou de cerca de 95 resultados entre janeiro e abril de 2020 para aproximadamente 4,9 mil no mesmo período de 2026.

Só entre janeiro e abril deste ano, foram identificados cerca de 4,9 mil resultados, número superior à soma dos três primeiros anos da série histórica, entre 2020 e 2022. O salto coincide com os primeiros anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os impulsionamentos abrangem plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp. O movimento é liderado principalmente por políticos e, em especial, pré-candidatos ao Senado, que passaram a usar o tribunal como instrumento de posicionamento público às vésperas da disputa presidencial de 2026.

As campanhas pagas vão desde críticas aos poderes do Supremo e à conduta de ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em meio às revelações sobre ligações de ambos com o Banco Master, até temas relacionados às polêmicas recentes envolvendo Gilmar Mendes e à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo no Senado. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)