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Economia

Master: presidência do BC não pode ser responsabilizada por falha de terceiros, diz Campos Neto

A manifestação foi enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa

23 de Março de 2026 às 16:11
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
A manifestação foi enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa.
A manifestação foi enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa. (Crédito: PEDRO FRANÇA / AG. SENADO )

O ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto enfatizou nesta segunda-feira (23) que a cúpula da instituição não trata de operações de bancos do segmento S3 - de médio porte - e também que não pode ser responsabilizada por falha de terceiros. A manifestação foi enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa. 

Mais cedo, a reportagem trocou mensagens com Campos Neto informando-o sobre um processo investigativo feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) a ex-funcionários da autarquia que estariam envolvidos no escândalo do Banco Master e o ex-banqueiro se comprometeu a fazer um comentário. Essas irregularidades supostamente ocorreram de 2019 a 2023, durante sua presidência. 

O sistema bancário nacional conta com classificações por tamanho das instituições financeiras. Ao comando do BC são levados os casos que envolvem bancos maiores, como o Broadcast já registrou inúmeras vezes. É o caso de questões ligadas aos bancos S1 (com ativos acima de 10% do PIB) e S2 (de 1% a 10% do PIB), que passam rotineiramente pela diretoria executiva da instituição. O banco de Daniel Vorcaro era uma pequena instituição, do S3, com 0,57% do ativo total do sistema. 

Uma outra nota publicada mais cedo detalhava que a abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) na CGU são em relação ao ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe de Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana. De acordo com Campos Neto, ambos chegaram à instituição antes que ele fosse indicado à presidência e permaneceram na autarquia após sua saída, ao final de 2024. 

Leia abaixo a nota completa enviada pela assessoria de Campos Neto. 

"São funcionários de carreira, que já estavam lá antes da gestão de Roberto Campos e assim seguiram até ano passado. O Diretor Paulo deixou a diretoria e assumiu como chefe adjunto do Desup Departamento de Supervisão Bancária, que monitorava bancos pequenos e médios, e permaneceu lá até a liquidação. Os dois funcionários em questão contavam com o apoio dos quadros internos do próprio banco. A presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros. A área de fiscalização e supervisão têm uma tradição histórica de ter funcionários de carreira do BC e foi o que ocorreu na gestão de Roberto Campos Neto."