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Feminicídio

Polícia Civil informa ter provas de que mulher de oficial da PM foi morta

18 de Março de 2026 às 21:55
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Tenente-coronel Geraldo Leite Neto (à dir.) foi preso ontem
Tenente-coronel Geraldo Leite Neto (à dir.) foi preso ontem (Crédito: KAKAROTO TVIATE / THENEWS2 / ESTADÃO CONTEÚDO (18/3/2026))

A Polícia Civil informou ter provas de que a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi morta. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso preventivamente ontem (18) por feminicídio. A instituição também disse ter provas de que ele alterou o local do crime para forjar que a vítima teria cometido suicídio.

“As investigações constataram inconsistências significativas contra a conduta de Geraldo Neto após o disparo da arma até a formalização da ocorrência, o que compromete a credibilidade da sua versão. As provas periciais médico-legais indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de apontar indícios de alteração no local do crime”, disse o secretário da Segurança, Osvaldo Nico Gonçalves.

“Hoje, a gente pode concluir que a hipótese de suicídio está afastada e que tem indícios contundentes de que ele fez a alteração do local. Isso é o que levou ao pedido da prisão”, completou Dênis Saito, delegado do 8º Distrito Policial, responsável pela investigação.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão ocorreu dentro do prazo de 30 dias e após a constatação de provas. O oficial foi conduzido por equipes da Polícia Civil ao 8º DP e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, unidade destinada a integrantes da PM.

O pedido de prisão foi fundamentado na necessidade de garantir a integridade do processo. Segundo as autoridades, a liberdade do tenente-coronel representava um risco direto para a elucidação do caso. (Estadão Conteúdo)