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STF

Dino suspende ordem da CPI do INSS para quebrar sigilos de amiga de Lulinha

Ministro pondera que a CPI tem o dever de fundamentar ordens desse tipo de forma individualizada e não em votação conjunta, como foi feito

04 de Março de 2026 às 15:38
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
Para defesa de Lulinha, decisão de Dino que suspendeu quebra de sigilo de empresária em CPMI abre brecha para beneficiar filho do presidente
Para defesa de Lulinha, decisão de Dino que suspendeu quebra de sigilo de empresária em CPMI abre brecha para beneficiar filho do presidente (Crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu nesta quarta-feira, 4, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPI do INSS. Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dino concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, eles sejam mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

Na decisão, Dino ressaltou que as CPIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar de forma individualizada medidas que violem dados sigilosos.

Na semana passada, a CPI virou palco de briga após a aprovação dos requerimentos. Governistas não concordaram com a condução da votação pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e recorreram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Nesta terça-feira (3), Alcolumbre negou o pedido de governistas e manteve a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha e os demais 86 requerimentos, inclusive o relacionado à Roberta, aprovados em bloco.