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Vorcaro diz que foi cobrado por aportes em resort

Mensagens fazem parte do relatório da PF sobre a relação do empresário com Toffoli

14 de Fevereiro de 2026 às 19:00
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Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos em novembro de 2025
Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos em novembro de 2025 (Crédito: FÁBIO VIEIRA / ESTADÃO)

 

Diálogos inéditos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que ele reclamou com um interlocutor por ter recebido cobranças para efetuar pagamentos em um resort ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As conversas extraídas pela Polícia Federal do celular dele indicam que Vorcaro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao resort Tayayá, no qual uma empresa de Toffoli possuía participação societária.

Em nota divulgada anteriormente, o ministro negou ter recebido pagamentos de Vorcaro ou ter relação de amizade com o banqueiro. Procurado ontem (14), ele ainda não se manifestou. As defesas de Vorcaro e Fabiano Zettel também foram procuradas e não responderam.

Esses diálogos, obtidos com exclusividade pelo Estadão, mostram que o cunhado dele, Fabiano Zettel, atuava como seu operador financeiro e era o responsável por organizar esses pagamentos. Nas conversas, Vorcaro não explica quem era o responsável pelas cobranças.

As mensagens fazem parte do relatório apresentado pela Polícia Federal ao STF sobre a relação entre Vorcaro e Toffoli, que foi compartilhado com os dez ministros do Supremo e com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O material ainda está sob análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ainda não tomou nenhuma providência sobre o seu conteúdo. A suspeita dos investigadores é que os repasses ordenados por Vorcaro tinham Toffoli como destinatário final.

O ministro do STF é sócio da empresa Mardit, que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. Como revelou o Estadão, a empresa vendeu sua fatia de participação a fundos de investimento que tinham Fabiano.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)