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Palanque

Flávio avalia como Jair Bolsonaro vai participar da campanha

Senador afirma também que não vai dispensar o alinhamento com o Centrão, apesar de o grupo ter "oportunistas"

13 de Fevereiro de 2026 às 21:00
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Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência (Crédito: SAULO CRUZ / AGÊNCIA BRASIL)

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou na quinta-feira (12), que não sabe como será a participação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua campanha, mas que seu sonho é que o pai grave vídeos para ele. Jair Bolsonaro está preso e impedido de usar as redes sociais.

“É uma interrogação. Meu sonho seria que ele pudesse gravar os vídeos, dar entrevista com mais tranquilidade. Não sei como será a participação dele direta”, disse em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Flávio visitou Jair Bolsonaro na quarta (11), e disse que o pai estava com muito soluço”.

O senador afirmou que o pai definirá os palanques estaduais por ter “feeling político”. “De vez em quando, têm uns traidores, mas 99% das vezes, ele acerta. Ele falou: ‘Flávio, tem que ser você’”, disse.

O senador afirma que uma de suas estratégias para vencer as eleições é conseguir melhorar o desempenho da direita em Estados em que Bolsonaro ficou atrás de Lula nas eleições de 2022. “A estratégia nacional é aumentar a diferença em relação ao PT que tivemos em algumas regiões. Aumentamos em alguns lugares, mas não foi suficiente. São Paulo é um Estado muito estratégico”, afirmou.

O pré-candidato à Presidência reafirmou ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve oferecer um “palanque forte” no Estado e que o raciocínio de campanha é compensar as desvantagens de alguns Estados em outros.

Ele ainda disse que não dispensará um eventual apoio de partidos de centro, apesar de o grupo ter “oportunistas”. “Tem (oportunistas, mas), a gente é muito realista. Tenho a consciência que, sozinhos, não chegamos em lugar nenhum. No Congresso, tem de tudo. Não é o ideal, mas é o que tem. Então, não tem nenhum sentido dispensar pessoas ou partidos do Centrão”, afirmou.

Flávio disse que deixará a “porta aberta para todo mundo de centro e direita que queira se posicionar junto” a ele e que é necessário que o grupo da centro-direita concentre as energias “apontando os erros do PT” e não em disputas entre si, porque a eleição será apertada.

Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura em 5 de dezembro, e desde então, tenta captar o endosso de siglas como PP, Republicanos, União Brasil e PSD — esta com pretensões de candidatura própria. Como estratégia, o pré-candidato tem evitado críticas a adversários e diz esperar uma unificação do centro e da direita, ainda que em segundo turno. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)