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BTG disputa consignados do Master com INSS

02 de Fevereiro de 2026 às 21:22
Cruzeiro do Sul [email protected]
Banco conseguiu liminar para desbloquear pagamentos, mas decisão foi cassada por desembargadora
Banco conseguiu liminar para desbloquear pagamentos, mas decisão foi cassada por desembargadora (Crédito: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO)

Um fundo do BTG Pactual trava uma disputa em segredo de Justiça contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para desbloquear uma carteira de empréstimos consignados do Banco Master. Os contratos, adquiridos pelo fundo, estão bloqueados pelo órgão, sob suspeita de fraudes. A contenda começou em dezembro e o BTG chegou a conseguir uma decisão liminar favorável ao desbloqueio no dia 31 de dezembro. A autorização, porém, foi cassada por outra magistrada em janeiro.

Procurado, o banco disse que não iria se manifestar sobre o assunto. O autor da ação é o Fidc Alternative Assets I, um fundo usado pelo BTG para a compra de ativos “estressados” — ou seja, títulos de empresas com dificuldades financeiras. Foi ele, por exemplo, que o banco usou para adquirir a revista Exame, em um leilão decorrente da recuperação judicial da editora Abril.

A carteira de crédito consignado do Master foi comprada inicialmente pela CB Securitizadora. Posteriormente, o fundo do BTG comprou debêntures emitidas pela CB com lastro nesses consignados. Os descontos de empréstimos consignados feitos pelo Banco Master estão bloqueados desde o fim de novembro pelo INSS.

Fictor em recuperação judicial

O Grupo Fictor, que ganhou os holofotes em novembro do ano passado ao aparecer em uma operação de compra do Banco Master um dia antes de o banco ser liquidado, protocolou no domingo (1º), junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pedido de recuperação judicial. Entraram no pedido de proteção contra credores para a Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida é de R$ 4 bilhões.

Segundo comunicado do Fictor, o grupo pretende quitar todas as dívidas sem deságio. Isso significa que a empresa não planeja negociar abatimento nos valores, mas apenas o prazo. “A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, escreve a empresa. (Estadão Conteúdo)