Buscar no Cruzeiro

Buscar

Serviço público

Servidores denunciam uso político do IBGE

Direção comunicou ainda que parte da equipe terá que mudar de local de trabalho

02 de Fevereiro de 2026 às 21:17
Cruzeiro do Sul [email protected]
Servidore Ana Raquel e sua equipe protagonizaram embates públicos com a gestão de Marcio Pochmann
Servidore Ana Raquel e sua equipe protagonizaram embates públicos com a gestão de Marcio Pochmann (Crédito: DIVULGAÇÃO / IBGE)

O sindicato que representa os trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Assibge-SN, classificou de “continuidade à caça às bruxas” a exoneração de mais uma servidora em cargo de chefia, comunicada semana passada, pela gestão de Marcio Pochmann na presidência do órgão.

A servidora Ana Raquel Gomes da Silva foi informada de sua exoneração do cargo de gerente da Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais (Gecoi). A gerente seria substituída por um dos servidores recém-concursados que ingressaram há poucos meses no instituto, ainda em estágio probatório, a exemplo do que já ocorreu recentemente em outros cargos de chefia na Coordenação de Comunicação Social, informaram fontes à reportagem.

A direção do IBGE comunicou ainda que o local de trabalho da equipe da Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais será transferido das atuais instalações nas imediações do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, para o prédio do instituto em Parada de Lucas, às margens da avenida Brasil, uma distância de mais de 20 quilômetros, ressaltou o sindicato.

“O ambiente não possui condições adequadas para funcionamento, pois não recebeu as reformas avaliadas como necessárias pela própria instituição em 2018. Trata-se de mais uma medida retaliatória. Ana Raquel e sua equipe protagonizaram embates públicos com a gestão Pochmann, inclusive no episódio da denúncia do uso político da publicação ‘Brasil em Números 2024’”, declarou a executiva nacional da Assibge-SN, em nota pública.

Ana Raquel Gomes da Silva foi uma das denunciantes a manifestar repúdio à divulgação de uma publicação oficial do instituto contendo um prefácio assinado pelo governo do Estado de Pernambuco, que poderia caracterizar “propaganda política” e “campanha eleitoral”. A divulgação foi mantida pela gestão Pochmann apesar dos alertas e recomendações contrárias da área técnica do órgão ainda em novembro de 2024, quando o material era preparado, denunciaram os trabalhadores. (Estadão Conteúdo)