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Na defensiva

Toffoli diz que caso Master pode ir à 1ª instância

29 de Janeiro de 2026 às 21:15
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Ministro do STF tem sido alvo de críticas por sua atuação no processo
Ministro do STF tem sido alvo de críticas por sua atuação no processo (Crédito: ANTONIO AUGUSTO / STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli vai analisar a possibilidade de remessa das investigações sobre o Banco Master à primeira instância após o término das investigações, informou o gabinete do ministro em nota divulgada ontem (29). É a primeira vez que Toffoli se defende das críticas sobre sua atuação no processo.

“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, diz o texto.

Toffoli tem sido alvo de críticas por sua atuação no processo, após decisões controversas e indícios de ligações da família do ministro do STF com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Na nota, o gabinete ressalta que o ministro foi sorteado relator da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB). O caso, que tramitava na Justiça Federal, subiu para o Supremo após um pedido da defesa de Vorcaro. Como revelou o Estadão, o pedido teve como base a citação do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), que não é investigado.

A nota ainda diz que, em 15 de dezembro, Toffoli verificou a “absoluta necessidade” de diligências urgentes para proteger o Sistema Financeiro Nacional. Diante dessa avaliação, ele determinou a oitiva dos principais investigados, incluindo Vorcaro e o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Na mesma ocasião, Toffoli determinou a acareação (conflito de versões) entre os investigados e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. (Estadão Conteúdo)