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Nikolas diz que caminhada representa ‘o começo de algo’

Deputado usa redes sociais para detalhar a viagem a pé até Brasília

26 de Janeiro de 2026 às 21:00
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Evento foi batizado de
Evento foi batizado de "Caminhada pela Paz" e movimento "Acorda, Brasil" (Crédito: KAYO MAGALHÃES / CÂMARA DOS DEPUTADOS)

A manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pode representar o “começo de algo”, segundo o parlamentar. Ele usou suas redes sociais para comentar a viagem a pé que fez até Brasília. “Foram 255 quilômetros, sete dias a pé, em um ato final que não é bem um ato final. É o começo de algo, que tocou o coração e nossa alma”, afirmou. Nikolas promoveu uma caminhada com apoiadores que andaram de Paracatu (MG) até Brasília durante a semana passada. O evento foi batizado de “Caminhada pela Paz” e movimento “Acorda, Brasil”.

A manifestação organizada pelo deputado Nikolas foi marcada por coros com críticas ao presidente Lula e faixas pedindo o seu impeachment. Um carro de som foi posicionado na praça para permitir a realização de discursos. O ato foi o ponto final de uma caminhada que pediu liberdade e justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos manifestantes do 8 de janeiro. Durante o domingo (25), um raio atingiu a área da reta final. Algumas pessoas ficaram desacordadas e 89 foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. Ao todo, 47 pessoas foram hospitalizadas e 11 delas precisaram de cuidados médicos mais relevantes.

Apesar das fortes chuvas, a caminhada reuniu 18 mil pessoas em Brasília no domingo, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common. Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público, no momento de pico, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, segundo a análise. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

Para o cálculo do número de manifestantes, foram tiradas fotos em dois diferentes horários, às 10h45 e 15h15, totalizando 24 imagens. Foram selecionadas sete fotos tiradas às 15h15, momento de pico da aglomeração. As imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição.

No método, segundo o monitor da USP, um drone tira fotos aéreas e o software analisa as imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas, de acordo com os analistas. (Da Redação, com informações do Estadão Conteúdo)