Banco Master
PGR arquiva pedido de impedimento de ministro Dias Toffoli no caso Master
"Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada", diz Gonet
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido para a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Apresentada por parlamentares, a representação para a suspeição está baseada na viagem do ministro em um jatinho com um dos advogados de executivos do banco.
“O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, escreveu Gonet.
No seu despacho, o procurador-geral da República não chegou a opinar sobre o mérito do fato abordado na representação e apenas citou que não teria providências a adotar. O caso não envolveu os fatos mais recentes revelados sobre o investimento de um cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro em um resort, que tinha como sócios os irmãos de Toffoli.
O assunto da eventual suspeição de Toffoli é tratado com cautela na cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR).D
Mulher de Moraes
A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, aparece como representante do Banco Master em um processo que investiga o empresário Nelson Tanure por crimes contra o mercado de capitais. O caso passou a tramitar no STF após a Justiça Federal em São Paulo declinar da competência e remeter a investigação à Corte, onde está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O inquérito corre sob sigilo, e o banco figura como parte interessada no processo. (Estadão Conteúdo)