Investigação
PF inicia nova fase da Operação Coffee Break contra fraudes em licitações públicas
Terceira etapa da operação cumpre mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais em São Paulo
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em processos de licitação pública.
Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados.
A ação dá continuidade à operação iniciada em 12 de janeiro, quando foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes relacionados à corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Na fase anterior da Operação a Polícia Federal prendeu seis pessoas sob suspeita de fraudes em licitações nos municípios de Sumaré e Hortolândia, no interior de São Paulo. Entre os alvos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), que foi preso na ocasião.
De acordo com a investigação, Mariano contratou Carla para obter vantagens junto ao governo federal. A 1ª Vara Federal de Campinas disse, na decisão, que os indícios apresentados pela PF mostram que "Carla parece ter ou alega ter influência em decisões do governo federal" e que ela teria viajado pelo menos duas vezes a Brasília, em janeiro e maio de 2024, com passagens custeados por Mariano. "[...] a dinâmica dos agendamentos, muitas vezes corroborados por outros arquivos, demonstra que Carla defende os interesses privados de Mariano junto a órgãos públicos, principalmente na busca por recursos e contratos", diz a decisão.
Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.
De acordo com a PF a operação recebeu o nome Coffee Break porque parte das negociações ilícitas acontecia em encontros informais durante pausas para café, onde eram acertados detalhes de contratos e pagamentos. (Policia Federal)