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Condenação

PGR concorda com prisão domiciliar para general Augusto Heleno

28 de Novembro de 2025 às 21:27
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Heleno foi chefe do GSI no governo de Jair Bolsonaro
Heleno foi chefe do GSI no governo de Jair Bolsonaro (Crédito: ANTONIO CRUZ / ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pedido do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para cumprir a pena de 21 anos no processo da trama golpista em casa.

Em parecer enviado ontem (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a prisão domiciliar humanitária para o general.

Gonet levou em consideração a idade de Augusto Heleno (o ex-ministro tem 78 anos) e os problemas de saúde, a doença de Alzheimer. “Na espécie, não obstante o regime de cumprimento da pena seja o fechado, revela-se recomendável e adequada a concessão de prisão domiciliar humanitária”, diz o parecer da Procuradoria-Geral da República.

“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, acrescentou Gonet.

A defesa do ex-ministro entregou prontuários e relatórios médicos que detalham um diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial. Também afirmou que ele tem antecedentes de transtorno depressivo e transtorno misto ansioso depressivo.

A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Por ser general, Heleno está preso no Comando Militar do Planalto (CMP), no Setor Militar Urbano, em Brasília. (Estadão Conteúdo)