Buscar no Cruzeiro

Buscar

IBGE

Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos

Em 2021, na pandemia de Covid, taxa de longevidade era de 72,8 anos

28 de Novembro de 2025 às 21:22
Cruzeiro do Sul [email protected]
Aumento foi de 2,5 meses em relação a 2023, diz o IBGE
Aumento foi de 2,5 meses em relação a 2023, diz o IBGE (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS)

A expectativa de vida dos brasileiros subiu para 76,6 anos em 2024, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um aumento de 2,5 meses em relação a 2023. Para a população masculina, o aumento foi de 73,1 para 73,3 anos

Para as mulheres, a alta foi de 79,7 para 79,9 anos. Segundo o IBGE, a longevidade da população brasileira aumentou 31,1 anos nas últimas nove décadas, de 45,5 anos em 1940 para 76,6 anos em 2024.

“A notícia boa é que a expectativa de vida ao nascer já recuperou os valores pré-pandêmicos em 2023 e continuou crescendo em 2024”, afirmou o demógrafo José Eustáquio, ao analisar os novos números. “A noticia ruim é que houve uma desaceleração dos ganhos no último quinquênio. Neste ritmo o Brasil vai levar ainda mais de 4 décadas para alcançar uma expectativa de vida ao nascer (para ambos os sexos) de 80 anos.”

Conforme o IBGE, a crise sanitária da Covid-19 “provocou a elevação do número de mortes no Brasil e no mundo, com a consequente redução da expectativa de vida ao nascer no País, que recuou para 72,8 anos em 2021 (sendo 69,3 anos para homens e 76,4 anos para as mulheres)”. A partir de 2022, com o arrefecimento da pandemia, esse índice voltou a subir.

“Ainda assim, o Brasil está ficando para trás em relação a países que já tiveram taxas piores do que as brasileiras. No Chile a expectativa de vida ao nascer estava em 81,4 anos em 2024, uma diferença de quase 5 anos em relação ao Brasil”, comparou José Eustáquio. “Na Coreia do Sul a expectativa de vida ao nascer era de 84,4 anos em 2024, uma diferença de quase 8 anos em relação ao Brasil. No atual ritmo, o Brasil só vai atingir a taxa atual da Coreia do Sul no século 22.” (Estadão Conteúdo)