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Centrão e oposição trabalham por anistia após julgamento

Políticos do União Brasil e PP anunciaram saída do governo Lula

03 de Setembro de 2025 às 21:55
Cruzeiro do Sul [email protected]
Deputados e senadores formalizaram a decisão dos partidos
Deputados e senadores formalizaram a decisão dos partidos (Crédito: REPRODUÇÃO / UNIÃO BRASIL)

Oposição e Centrão aguardam o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para avançar com a anistia a ele e demais envolvidos nos ataques golpistas do 8 de Janeiro. O União Brasil que, ao lado do PP, anunciou o desembarque oficial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apoio à anistia, na terça-feira (2), já trabalha fazendo cálculos e estima entre 320 e 330 votos dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados.

Esses partidos devem acompanhar o resultado do julgamento, incluindo a dosimetria de penas e eventuais divergências entre os ministros do STF, para sentir o clima do plenário.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato favorito do Centrão para a disputa pela Presidência da República em 2026, entrou em jogo e entrou em negociação direta pela anistia. Ele conversou com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), sobre a anistia e chegou a telefonar para o correligionário e presidente da Câmara, Hugo Motta (PB).

Na terça-feira, o próprio Motta disse que a pressão de partidos do Centrão cresceu e o tema deverá entrar na discussão da reunião de líderes. Para integrantes do partido e de outras legendas do Centrão, o Republicanos não formaliza apoio à anistia apenas para não causar maiores constrangimentos a Motta.

O União Brasil fez uma reunião da executiva nacional ontem (3) para discutir como fará a saída do governo. Lideranças do partido decidiram que integrantes que ainda têm ligações com o governo devem entregar seus cargos até o dia 30 de setembro. Caso não o façam, o conselho de ética do partido julgará o caso, que deverá levar à expulsão sumária.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto afirmou ontem que o projeto de anistia que tramita no Congresso ao mesmo tempo em que Jair Bolsonaro (PL) é julgado deve beneficiar o ex-presidente “em segundo momento”.

“Não podemos fazer uma anistia se Bolsonaro não foi condenado ainda. Esperamos que haja o entendimento que esse pessoal que não teve direito a defesa possa ser anistiado”, afirmou Valdemar em entrevista à GloboNews. (Estadão Conteúdo)