Mercado de Trabalho
Estado de SP registra a menor taxa de desemprego em 13 anos
São Paulo registrou ainda o maior número de ocupados com carteira assinada no setor privado desde 2012
O Estado de São Paulo registrou, no segundo trimestre deste ano, uma taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Além disso, o indicador do Estado foi mais positivo que a taxa de desemprego nacional (5,8%) e da região Sudeste (5,3%).
O total de pessoas ocupadas (incluindo trabalhadores do setor privado e público com e sem carteira assinada, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ) também é o maior em 13 anos: 24,353 milhões – alta de 0,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano e de 2,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, eram 102,316 milhões, ou seja, São Paulo responde por 24% do total da ocupação do país.
Os números são da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com base na pesquisa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE.
Já o número de desocupados na força de trabalho no Estado é o menor desde 2012: 1,319 milhão de pessoas – queda de 18,3% em relação ao primeiro trimestre e de 19,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
O Estado registrou ainda o maior número de ocupados com carteira assinada no setor privado desde 2012 e liderou entre as demais unidades da Federação no sehundo trimestre – o total ficou em 11,606 milhões de pessoas – alta de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, o total ficou em 39,020 milhões – com isso, o Estado de SP tem 30% dos trabalhadores dentro da CLT no país.
O percentual de empregados com carteira assinada ficou em 82,9% dos trabalhadores do setor privado no Estado, segunda maior proporção do país. No Brasil, o índice geral ficou em 74,2%.
Já o número de trabalhadores sem carteira assinada na iniciativa privada caiu 10,8% em relação ao 2º trimestre de 2024 – passou de 2,677 milhões para 2,388 milhões.
Menor taxa de informalidade em 8 anos
Enquanto a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada, São Paulo teve a terceira menor taxa entre os demais estados (29,2%) no segundo trimestre – menor taxa registrada pelo Estado desde o segundo trimestre de 2017 (29,1%).
Para o IBGE, a taxa de informalidade é consequência de um mercado de trabalho aquecido, já que “o mercado de trabalho forte proporciona mais ocupação aos trabalhadores, formal e informalmente”.
A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares.
Número de ocupados por atividades no 2º tri:
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 597 mil
Indústria geral: 3,7 milhões
Construção: 1,595 milhão
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 4,471 milhões
Transporte, armazenagem e correio: 1,773 milhão
Alojamento e alimentação: 1,253 milhão
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 4,328 milhões
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 3,973 milhões
Outros serviços: 1,366 milhão
Serviços domésticos: 1,298 milhão
(Da Redação, com informações da Agência SP)