No Oriente Médio
Ouro no Mundial Escolar de Karatê
Beatriz Martins Lins, 15 anos, alcança o lugar mais alto do pódio, em Bahrein, após vencer cinco lutas
A itapetiningana Beatriz Martins Lins disputou o Mundial Escolar no Oriente Médio e trouxe o título de campeã no karatê para o interior paulista. A final, disputada na quinta-feira (24) passada, foi verde e amarela (a adversária também é brasileira), mas a garota de 15 anos, que representa a região de Sorocaba, levou a melhor e colocou a medalha de ouro no pescoço. Além dela, outras duas atletas de Itapetininga também competiram no torneio nas modalidades badminton e atletismo paralímpico.
“É um sentimento inexplicável, viajar representando seu país e conquistar a medalha de ouro, a primeira medalha de ouro para o meu país”, afirma Beatriz em entrevista ao Cruzeiro do Sul.
A atleta alcançou o lugar mais alto do pódio em Bahrein após vencer uma bareinita, duas americanas, uma chinesa e, no quinto e último confronto, uma brasileira com um placar de 5 a 0.
Além de disputar o Gymnasiade — outro nome para o Mundial Escolar —, a jovem do interior passou a integrar a seleção brasileira da modalidade e disputou o Mundial de Base, na Itália, na qual foi derrotada na segunda fase. Ainda neste ano, foi campeã Sul-Americana na Bolívia.
Todo o reconhecimento em competições das quais participa tem dado à família muito orgulho. “É gratificante ver o desenvolvimento dela, de como se porta ao ganhar uma medalha. A humildade dela é uma coisa impressionante e estou superfeliz e eufórica por ter conseguido depois de muito trabalho e esforço”, diz a mãe Milena Porto Martins Lins.
Apesar de tantos triunfos, a moradora de Itapetininga não pensa em parar. “Penso em continuar e conquistar cada vez mais resultados.”
A escolha pelo karatê desde os sete anos também tem uma explicação: “O karatê é uma das melhores coisas que a vida me proporcionou, me ajuda na escola, disciplina, na concentração”.
“Tudo isso acaba sendo exemplo para outras crianças da região. É um esporte maravilhoso e pode ajudar as demais. As crianças a veem como um grande exemplo. O estilo da Bia não é de luta, é kata. São movimentos precisos e eles têm de ser perfeitos. É uma autocrítica muito grande. É avaliado qualquer movimento que não seja perfeito. Então ela se esforça muito”, finaliza Milena.
Outras modalidades
Além de Beatriz no karatê, as modalidades badminton e atletismo paraolímpico também foram representadas por atletas da região. São elas: Juliana Murosaki e Isadora Rosa. A informação é do Correio de Itapetininga.
Conforme o portal itapetiningano, os treinos foram intensificados desde que receberam a convocação. Os da Juliana (do badminton) foram otimizados na parte física e psicológica e, apesar do resultado, “busca ganhar experiência, conhecer novas culturas”.
Já para Isadora a convocação “é um passo importante na minha trajetória, aproximando do meu sonho de participar dos Jogos Paralímpicos”.
A competição contou com, aproximadamente, cinco mil estudantes de mais de 80 países que competiram em 26 modalidades.
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