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Seca histórica

Planos de saúde têm alta de atendimentos com piora do ar

Queimadas elevaram casos de emergências respiratórias em hospitais

17 de Setembro de 2024 às 22:37
Cruzeiro do Sul [email protected]
Seca e fumaça provocaram problemas de saúde em crianças
Seca e fumaça provocaram problemas de saúde em crianças (Crédito: TONY WINSTON / AG. BRASÍLIA)

Operadoras de planos de saúde e hospitais, incluindo Rede D’Or, Hapvida e Bradesco Saúde, registraram um aumento nos atendimentos médicos em suas redes de hospitais no início de setembro em decorrência das queimadas ocorridas em várias regiões do Estado de São Paulo.

A Rede D’Or, dona da SulAmérica, afirmou que 9 a 13 de setembro, os atendimentos de emergência e consultórios na Região Metropolitana de São Paulo aumentaram cerca de 15% em relação à semana anterior. No mesmo período, a capital paulista atingiu a pior qualidade do ar registrada nos últimos 40 anos, segundo o índice de qualidade de ar divulgado pela empresa suíça IQAir.

Já a Hapvida NotreDame Intermédica estima um aumento de cerca de 30% na projeção de atendimentos de emergências respiratórias para setembro, em comparação com o mês de julho deste ano. Em nota, a companhia afirmou, no entanto, que não é possível afirmar que esse aumento esteja diretamente relacionado às queimadas.

Bradesco Saúde, companhia controlada pelo Bradesco Seguros, que entrou no segmento hospitalar em 2021, também relatou um aumento de 16,3% nas internações clínicas por problemas respiratórios no País, de 1º de agosto a 12 de setembro de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Apenas no Estado de São Paulo, o aumento foi de 30,5% no mesmo intervalo.

O País passa pela pior seca em sete décadas. A crise desencadeou incêndios florestais, majoritariamente criminosos segundo o governo, gerou ondas de fumaça, secou rios, dificultou o atendimento a comunidades isoladas e provocou problemas de saúde, especialmente respiratórios.

No último domingo (15), o Estado de São Paulo registrou 11 municípios com focos de incêndio florestal. O esforço para conter as chamas envolve o Corpo de Bombeiros e o suporte de 15 aeronaves.

Analistas de mercado avaliam que ainda é cedo para afirmar que este cenário terá impacto nos resultados do terceiro trimestre das companhias do setor, mas não descartam que haja um aumento da sinistralidade (MLR), indicador considerado uma chave para o desempenho operacional das operadoras médico-hospitalares, das companhias e também nos custos, considerando a alta nos atendimentos. (Estadão Conteúdo)