Queimadas
Fumaça cobre Brasília, e escolas suspendem aulas
Incêndio consumiu 700 hectares de área de proteção ambiental no Distrito Federal
O incêndio no Parque Nacional de Brasília, que começou domingo (15), encobriu a capital federal de fumaça durante a madrugada e o dia de ontem (16). Como resultado, escolas — especialmente aquelas situadas próximo ao parque, na região da Asa Norte — suspenderam aulas. A Universidade de Brasília (UnB) também optou por não realizar atividades presenciais. Em razão da queimada, pessoas usaram máscaras para evitar inalar a fumaça.
A Secretaria da Educação do Distrito Federal permitiu que escolas próximas às áreas afetadas tenham autonomia para suspender as aulas caso identifiquem riscos à saúde dos alunos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou o Parque Nacional no domingo e reuniu-se ontem com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para tratar das mudanças climáticas e dos incêndios que assolam o Brasil.
Por volta das 12h de ontem havia um efetivo de cerca de 70 pessoas combatendo a queimada, entre eles integrantes do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF) e do governo federal. O incêndio consumiu 700 hectares da área de proteção ambiental, informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A Polícia Federal investiga a origem.
Segundo o CBMDF, o fogo é considerado de “grandes proporções”, mas estava sob controle. Os combatentes, porém, lidam com cautela, devido ao clima seco.
No domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou uma série de medidas a serem adotadas pelo governo federal para conter a devastação em biomas como a Amazônia e o Cerrado. Entre elas, a abertura de crédito extraordinário, fora do arcabouço fiscal, para fazer frente à devastação. Essa proposta foi defendida pela ministra Marina Silva em audiência no Senado há duas semanas.
Imagens capturadas domingo pelo Deep Space Climate Observatory, telescópio da Agência Aeroespacial Americana (Nasa), mostram o Brasil coberto por fumaça, especialmente na região oeste, onde acontecem queimadas na Amazônia e no Pantanal.
O telescópio foi lançado ao espaço em fevereiro de 2015 e pela distância em que está posicionado em relação ao planeta Terra permite monitorar fenômenos atmosféricos e espaciais com ampla perspectiva. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)