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Deputados querem baixar prazo de emendas

01 de Julho de 2023 às 23:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Medida tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo e há consenso
Medida tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo e há consenso (Crédito: DIVULGAÇÃO / ALESP)

Deputados estaduais articulam medida para encurtar em ao menos 35 dias o prazo que o Governo de São Paulo tem para fazer a análise administrativa das emendas impositivas em 2024 -- etapa anterior à liberação dos repasses. A proposta é parte do pacote de alterações propostas ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Parlamentares avaliam que o enxugamento do prazo é importante para dar celeridade às transferências obrigatórias durante ano eleitoral. A redução pode ser ainda maior em casos de requerimentos que apresentarem impedimentos de ordem técnica. O governador não é obrigado a realizar a transferência imediatamente após o trâmite administrativo, mas depende destas etapas para dar início aos repasses.

A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou um conjunto de 16 subemendas negociadas com o Executivo e apresentadas pelo relator Alex de Madureira (PL). O projeto agora tramita em regime de urgência.

As medidas acatadas pelo colegiado também incluem dispositivos para aumentar a transparência e a participação popular, além de propor blindagem dos repasses para emendas de saúde se houver risco de não cumprimento da meta fiscal no ano que vem.

Atualmente, o trâmite administrativo para o governo autorizar a liberação de uma emenda parlamentar pode levar até quatro meses para ser finalizado. No caso de um requerimento que tiver problemas de ordem técnica, como erros na documentação apresentada, o processo pode levar ao menos sete meses até o governo autorizar o repasse.

Na nova proposta, os deputados querem reduzir em 15 dias o período para a lista de emendas ser indicada pela Alesp ao Executivo após a publicação da Lei Orçamentária Anual, que ocorre ao final do ano. Também propõe enxugar outros 20 dias para o governo fazer a análise dos impedimentos de ordem técnica, reduzindo-a de 70 para 50 dias. Com a mudança, um repasse pode ser liberado três meses após a publicação da lei.

Se uma emenda tiver impedimento técnico apontado pelo governo, uma segunda etapa administrativa também seria reduzida na nova proposta, enxugando o prazo final do trâmite total da deliberação para cinco meses e meio.Outra ideia negociada com a Secretaria da Fazenda é reduzir de 50% para 25% o montante que pode ficar como “restos a pagar”. A proposta também dá celeridade ao processo. O relator Alex de Madureira (PL) destacou que o diálogo com o governo foi positivo. Outras alterações contempladas pelo relator são a permissão para que o governo amplie, caso queira, o porcentual do ICMS repassado às universidades públicas. (Estadão Conteúdo)