Impostos
Política de preço da Petrobras será revista, afirma futuro ministro
Durante a campanha, o presidente eleito criticou por diversas vezes a adoção do modelo
Futuro ministro de Minas e Energia, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG) afirmou que “com certeza” haverá revisão do modelo adotado pela Petrobras a partir do governo Temer, em 2016, para definir o preço dos combustíveis. “Com certeza. O PPI (Preço de Paridade de Importação) tem de ser visto com os olhos do novo governo”, disse ele.
Durante a campanha, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou por diversas vezes a adoção do modelo. Silveira, contudo, evitou entrar em detalhes sobre as políticas que serão adotadas para a Petrobras, assim como se o novo governo quer revisar a privatização da Eletrobras.
Silveira também afirmou que “nada está descartado” quanto ao será feito em relação à tributação de combustíveis. “Nada está descartado”, disse o futuro ministro ao ser questionado se a desoneração dos combustíveis estaria descartada como medida para evitar o aumento do produto no próximo ano.
A isenção de PIS/Cofins para gasolina, diesel e gás se encerra no dia 31 de dezembro.
Questionado sobre sua posição sobre a questão, Silveira indicou que ainda não é momento de cravar uma escolha. “Vamos conversar em janeiro com mais segurança sobre a política de médio e longo prazo. Com muito critério temos que olhar transição e questão dos combustíveis”, disse a jornalistas.
Ele foi perguntado então se o governo Lula 3 tomará alguma medida imediata para que não haja impactos logo no primeiro dia de 2023, com o fim da desoneração. Sobre isso, afirmou que tem visto uma dedicação “muito grande” do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
“Tenho visto dedicação muito grande do ministro Haddad nesse sentido, e agora a partir do anúncio passamos a participar da discussão com ele, para evitar e minimizar impacto do preço dos combustíveis na inflação”, afirmou Silveira.
“Sabemos da complexidade disso, sabemos os danos que causaram a questão da isenção dos tributos no último ano. Tem que ser tratado com muito cuidado, não só no Executivo como no Legislativo, para que a gente avance na questão da estabilidade econômica considerando a segurança jurídica e a previsibilidade”, disse. (Estadão Conteúdo e Redação)