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Governo quer reduzir tarifas de energia
O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse na sexta-feira (7) que nos próximos meses o governo deve anunciar medidas para reduzir em até 10% as tarifas de energia do próximo ano. Ele falou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, da TV Brasil.
Sachsida, contudo, evitou dar maiores explicações sobre quais seriam as medidas, mas falou que elas ajudariam a reduzir a má alocação de recursos e ineficiências no setor elétrico. “O Brasil continuará tendo novas reduções de energia, vai ficar mais barata”, disse. As promessas se inserem na agenda positiva do governo em esforço de reeleição.
Sobre combustíveis, apesar de a Petrobras ter voltado a praticar preços de combustíveis em suas refinarias abaixo da paridade internacional esta semana, Sachsida disse que o governo vai continuar empreendendo esforços por novas reduções.
Pela política de preços da estatal, esses insumos deveriam ser reajustados para cima para acompanhar o movimento altista do exterior, motivado pela alta do petróleo em função de cortes na produção da Opep. “Estamos trabalhando para reduzir mais o preço dos combustíveis”, disse, também sem dar maiores detalhes.
O ministro ainda afirmou que, nas próximas semanas, haverá um “marco” para eólica offshore e hidrogênio verde. O assunto é discutido no Congresso com lentidão em função do calendário eleitoral e, ao menos no caso da eólica offshore, o setor se fia momentaneamente em portarias com previsões iniciais do MME colocadas em consulta pública, que está próxima do prazo de conclusão, em 9 de outubro.
Gasolina
Em uma demonstração de exaustão dos esforços do governo para baixar ainda mais o preço dos combustíveis, a gasolina comum nas bombas caiu somente 0,4%, de R$ 4,81 para R$ 4,79, entre os dias 2 e 8 de outubro, informou a Agência Nacional de Petróleo Biocombustíveis e Gás Natural (ANP). A leve queda aconteceu pela 15ª semana consecutiva.
Desde o pico histórico de R$ 7,39, registrado na penúltima semana de junho, a gasolina já recuou 35% nos postos. A trajetória de queda começou em 24 de junho, quando o governo federal sancionou a lei que limitou o ICMS incidente sobre combustíveis a 17% em todo o País. (Estadão Conteúdo)