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Eleições 2022

Direita elegeu mais deputados negros

05 de Outubro de 2022 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Eleições
Eleições (Crédito: Agência Brasil)

Levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo aponta que os partidos considerados “de direita” no espectro ideológico elegeram mais candidatos autodeclarados pretos ou pardos para a Câmara dos Deputados nas eleições 2022 do que os “de esquerda”.

Pelos dados da pesquisa, a direita elegeu 77 candidatos que se declararam negros ou pardos, contra 31 da esquerda. Isso, em tese, contraria o fato de os discursos favoráveis à diversidade serem vistos com maior frequência na esquerda.

O Partido Liberal (PL), pelo qual o presidente Jair Bolsonaro é candidato à reeleição, foi o que teve o maior número de parlamentares negros eleitos: 25. O Republicanos registrou a vitória de 20 candidatos negros ou pardos e foi seguido por União Brasil (17) e Partido Progressistas (15).

Na esquerda, o PT elegeu 16 deputados federais pretos ou pardos. O PDT fez seis candidatos negros vencedores e foi seguido pelo PC do B (4), PV (2), PSB (2) e Rede Sustentabilidade (1).

Entre as legendas alinhadas ao centro, o MDB, com oito candidatos, foi o partido que mais elegeu candidatos que se autodeclararam pretos ou pardos. O PSD teve seis candidatos vitoriosos e o Podemos, cinco. Ainda podem ser considerados de centro o Avante, que elegeu dois filiados pretos ou pardos; o Pros, que também teve dois; e o Solidariedade, que elegeu um.

Fraude?

Ao todo, todas as legendas somadas, de todas as tendências, registraram vitórias de 132 candidatos negros para o cargo de deputado federal -- em 2018 foram 123, ou seja, houve aumento de 8% nessa representatividade. No entanto, o número atual equivale a apenas 26% das 513 vagas na Casa e os negros ou pardos são estimados em 56% da população.

Houve expressivo aumento no número de candidatos que passaram a se declarar negros na eleição de 2022, e acredita-se que isso se deve à nova lei que determina peso dobrado para cadeiras negras e femininas na distribuição do fundo partidário. A reportagem ainda mostra que o rosto de muitos candidatos que se declaram negros não apresentam características fenotípicas condizentes. (Da Redação)