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PF investigará suposto favorecimento no MEC

26 de Março de 2022 às 00:01
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Wagner Rosário.
Wagner Rosário. (Crédito: AGÊNCIA BRASIL (9//2/2021))

 

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal instaurou uma investigação para apurar as suspeitas de repasses irregulares de recursos do Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a municípios ligados ao “gabinete paralelo” do órgão. O inquérito foi aberto na última quinta-feira (24), com base nas informações enviadas no mesmo dia pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A CGU informou ter encaminhado “relatórios produzidos” e “evidências coletadas” durante uma investigação preliminar aberta em agosto para apurar a atuação de pastores como cobradores de propina em troca da liberação de verbas do MEC. Há suspeitas de esquema de favorecimento de prefeitos ligados a um grupo de influência religioso.

O resultado das investigações foi encaminhado no dia 3 de março ao gabinete do controlador-geral da União, o ministro Wagner Rosário, onde permaneceu parado por 20 dias, até ter tido encaminhamento na última quinta-feira, diante das denúncias da imprensa.

“O ministro alertou também, em seu despacho, para que todos os casos divulgados acerca de possíveis irregularidades envolvendo oferecimento de vantagem indevida de terceiro citado na Instrução Preliminar sejam incorporados à Investigação Preliminar Sumária (IPS) instaurada em 23/03/22”, diz a nota da pasta.

A CGU, porém, recusou-se a enviar qualquer documentação que comprove a existência da investigação interna mencionada, tampouco algum documento que confirmasse o encaminhamento à Polícia Federal. (Estadão Conteúdo)