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Anvisa defende continuidade do uso de máscaras faciais

Flexibilização por estados e municípios causa preocupação

30 de Outubro de 2021 às 00:01
O presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres.
O presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres. (Crédito: MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL (10/3/2021))

Na contramão de governos estaduais e municipais que já anunciaram ou discutem a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, dirigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacaram, ontem (29), a importância das pessoas continuarem adotando as medidas não-farmacológicas contra a Covid-19.

“Mantemos, em todas as nossas considerações, a importância das medidas não-farmacológicas de enfrentamento à pandemia, tais como evitar aglomerações, usar máscaras e a boa higienização das mãos”, disse o diretor-presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres, durante a reunião em que membros da diretoria colegiada aprovaram novas regras para a retomada das viagens em cruzeiros marítimos pela costa do Brasil, a partir da próxima segunda-feira (1).

“Esta tríade, em aditamento ao advento da vacinação, tem tornado possível a gradual e responsável retomada das atividades (econômicas), mas temos que manter como nosso norte os alertas dos organismos nacionais e internacionais”, disse Torres, acrescentando que, apesar do avanço da vacinação e da consequente diminuição dos números de mortes e de novos casos da doença, a pandemia ainda não terminou.

Relator do protocolo que define as obrigações das companhias marítimas, tripulantes, viajantes, terminais de passageiros marítimos e do poder público, o diretor Alex Machado Campos reafirmou o que já havia dito na quinta-feira (28), durante audiência pública da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de enfrentamento à covid-19.

“Eu disse que preocupava muito a Anvisa a associação entre a retomada de inúmeras atividades e o fim de protocolos (sanitários). Ou mesmo com (a ideia de) que a pandemia chegou ao fim. Isso é algo temerário. As coisas não podem ser confundidas”, alertou Alex Machado, defendendo a manutenção do uso de máscaras e das demais recomendações das autoridades sanitárias mundiais.

“A tão necessária retomada (das atividades econômicas e sociais) deve ter como condicionante e sustentáculo os protocolos. O momento é de alerta, de precaução. É muito prematuro qualquer movimento no sentido de (flexibilizar ou suspender) protocolos que compuseram um conjunto de medidas exitosas”, acrescentou o diretor da agência reguladora, para quem a vacinação, embora fundamental para debelar a crise e salvar vidas, ainda não pode ser recomendada isoladamente.

“As vacinas são um grande instrumento, mas é a composição delas com as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, o distanciamento, que, a rigor, começa a surtir efeitos”, disse Alex Machado. 

Diretores são ameaçados para vetar uso da vacina em crianças

Cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram ameaçados de morte na manhã de quinta-feira (28), em caso de aprovação de vacinas contra a Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos de idade. A Anvisa informou que as ameaças foram imediatamente repassadas às autoridades policiais e ao Ministério Público para adoção das medidas necessárias.

Em nota, a entidade afirmou que as ameaças foram recebidas por e-mail por um mesmo remetente. Além dos diretores, instituições escolares do Paraná também foram alvos das ameaças.

A vacinação para crianças deve ser solicitada pela Pfizer em novembro, de acordo com a fabricante, que obteve parecer favorável do conselho externo da agência reguladora nos Estados Unidos para a vacinação desta faixa etária. A Anvisa precisa dar o aval para a vacinação ser permitida.

Até agora, o único pedido de aprovação de vacina contra Covid para menores de 12 anos recebido foi da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)