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Pandemia

Estado de São Paulo pretende reduzir intervalo entre as doses da Pfizer

Governo estadual informa, no entanto, que depende do envio das doses da Pfizer pelo Ministério da Saúde para iniciar a medida

18 de Agosto de 2021 às 14:42
Cruzeiro do Sul [email protected]
Com a medida, será possível reduzir o espaçamento de aplicação da segunda dose para 21 dias.
Com a medida, será possível reduzir o espaçamento de aplicação da segunda dose para 21 dias. (Crédito: APF)

O governo estadual anunciou nesta quarta-feira (18) que o estado de São Paulo aguarda o Ministério da Saúde enviar mais doses da vacina da Pfizer para reduzir o intervalo de aplicação da segunda dose do imunizante. Atualmente, o espaçamento é de 90 dias entre as doses.

Segundo João Gabbardo, membro do novo Comitê Científico, estudos demonstram que a segunda dose das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca deve ser acelerada para melhor proteção contra a variante delta.

“O grande obstáculo é que nós tenhamos vacinas para poder antecipar. Que há necessidade e que existe indicação não há nenhuma dúvida. O que precisamos é que o Ministério da Saúde possa ter todo o esforço para encaminhar aos estados mais vacinas da Astrazeneca e da Pfizer”, enfatizou Gabbardo.

A previsão é que a segunda dose da vacina da Pfizer seja aplicada 21 dias após a primeira dose, como recomenda o fabricante do imunizante. Ainda não há data para que a medida seja aplicada nas cidades paulistas.

Vacinação de adolescentes

O governo estadual também começou nesta quarta a vacinação de adolescentes de 16 e 17 anos que possuem comorbidades ou deficiências, grávidas e puérperas em todo o estado de São Paulo, de acordo com o Plano Estadual de Imunização (PEI).


A vacinação para este grupo vai até o dia 25 de agosto. A partir do dia 26, já pode se vacinar quem possui de 12 a 15 anos. Para o público geral desta faixa etária, a imunização começa a partir do dia 30, para quem tem entre 15 e 17 anos, e em 6 de setembro para os de 12 a 14 anos.

A imunização dos adolescentes contra a Covid-19 tem também como objetivo dar maior segurança às famílias para o retorno às aulas presenciais. A volta às aulas, porém, não está condicionada à vacinação.

“Nós temos seguido dois pedestais que são importantes no seguimento do controle da pandemia: um é a vacinação. E ao mesmo tempo existe a obrigatoriedade do uso de máscara estabelecido por decreto”, explicou Jean Gorinchteyn.

Uso de máscara até o fim do ano

O governador João Doria ainda anunciou nesta quarta que o uso da máscara continuará obrigatório, em todo o Estado, até o próximo dia 31 de dezembro de 2020, assim como as medidas de prevenção: distanciamento e álcool gel, entre outras.

O governo estadual também lançou o programa Bolsa Trabalho, que irá disponibilizar 30 mil vagas para a população desempregada, com prioridade para mulheres. O programa vai oferecer bolsas no valor de R$ 535 por mês aos cidadãos que realizarem atividades de trabalho em órgãos públicos municipais e estaduais.

A carga horária será de 4 horas diárias, cinco dias por semana, e o benefício poderá ser pago por cinco meses consecutivos. Além disso, os participantes realizarão um curso de qualificação profissional e receberão apoio à empregabilidade, por meio dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs).

Serão aceitas inscrições de moradores do estado de São Paulo, desempregados, maiores de 18 anos e com renda familiar de até R$ 550 por pessoa (equivalente a meio salário mínimo). Os cidadãos elegíveis devem se inscrever no portal do Bolsa do Povo entre 23 e 29 de agosto: www.bolsadopovo.sp.gov.br.

A seleção ocorrerá até 4 de setembro e a convocação será feita por meio de publicação no Diário Oficial.
Os municípios já realizaram a adesão ao Bolsa Trabalho, sendo que mais de 500 cidades estão inscritas.

Prefeituras que não ingressaram no programa até o momento, ainda poderão realizar a adesão no decorrer desta quarta-feira (18), por meio do portal Bolsa do Povo. (Da Redação, com informações do Governo de SP)