Buscar no Cruzeiro

Buscar

Covid-19

Casos da Delta têm alta de 98% no Brasil

11 de Agosto de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo [email protected]
A variante Delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia.
A variante Delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia. (Crédito: Pixabay)

O Brasil chegou a 570 casos confirmados de pessoas infectadas com a variante Delta do novo coronavírus. O balanço do Ministério da Saúde computou dados até ontem (10). O número é 98% maior, quase o dobro, na comparação com o balanço divulgado na semana passada, mostrando o rápido avanço da cepa no País. A pandemia já causou a morte de 564.890 pessoas no Brasil.


O Rio de Janeiro segue como o Estado com mais casos da nova cepa do coronavírus. Outros 12 e o Distrito Federal figuram na lista com casos identificados e notificados à pasta. Entre os registros de infectados pela doença, houve 36 mortes no País, 19 delas no Paraná.

“O Ministério esclarece que os casos e seus respectivos contatos são monitorados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde (CIEVS) locais, conforme orientação do Guia Epidemiológico da Covid-19”, disse a pasta, por meio de nota.

Controle

O Ministério Público Federal decidiu protocolar uma ação civil pública para obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a cumprir uma determinação que obriga pessoas a fazerem quarentena após viagem pela África do Sul, Índia e pelo Reino Unido. O objetivo da medida é evitar a disseminação da variante Delta.

A Procuradoria aponta que o compartilhamento da relação de viajantes às companhias aéreas, “com a devida advertência quanto ao sigilo dos dados”, poderá evitar casos como o da primeira infecção pela variante Delta registrada no Brasil. A pessoa, vinda da Índia, desembarcou no aeroporto de Guarulhos e se comprometeu a cumprir a quarentena no local de desembarque. No entanto, o viajante seguiu viagem para o Rio de Janeiro em um voo doméstico.

De acordo com o MPF, a medida não foi efetivada. Questionada pelos procuradores, a agência argumentou que não há previsão regulamentar que permita o compartilhamento da lista de quarentenados. (Da Redação com Estadão Conteúdo)