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Covid-19

Estados ficam, pela 1ª vez, sem alta de mortes por Covid

Vacinação mais rápida é apontada como motivo para a redução

10 de Julho de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo
Levantamento também indica queda na ocupação de UTIs.
Levantamento também indica queda na ocupação de UTIs. (Crédito: MICHAEL DANTAS / ARQUIVO AFP)

Pela primeira vez neste ano, nenhum Estado brasileiro registrou aumento nas taxas de incidência ou mortalidade relacionadas à Covid-19. O resultado, divulgado no Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, considera o intervalo entre os dias 20 de junho e 3 de julho. O levantamento ainda aponta a queda na ocupação de leitos de UTIs do SUS pela quarta semana consecutiva. Apesar dos indicadores positivos, as taxas de transmissão continuam elevadas.

“Ainda não se pode afirmar que essa tendência é sustentada, isto é, que vai ser mantida ao longo das próximas semanas, ou se estamos vivendo um período de flutuações em torno de um patamar alto de transmissão, que se estabeleceu a partir de março em todo o País”, alertam os pesquisadores.

Segundo o boletim, a redução da mortalidade pode ser consequência do avanço da campanha de vacinação, que abarcou os grupos mais vulneráveis, como os idosos, em um primeiro momento.

Nas últimas semanas, a vacinação nacional teve o reforço de novos imunizantes -- como o da Pfizer e da Janssen --, mas o País ainda convive com episódios de desabastecimento em postos de saúde, como ocorreu na cidade de São Paulo em junho.

O texto, porém, ressalta que mesmo com a diminuição de casos, muitos Estados ainda registram alta incidência de ocorrências críticas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) -- em particular nas regiões Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste. Com a pandemia, a maioria dos casos de SRAG são depois diagnosticados como infecções pelo novo coronavírus.

UTIs

Após o colapso do sistema de saúde no primeiro semestre, com problemas de falta de oxigênio, leitos e remédios para intubação, é possível ver melhora da pandemia nos hospitais. A maior parte dos Estados apresentou queda na taxa de ocupação de leitos. Os destaques são Tocantins (de 90% para 71%), agora na zona de alerta intermediário, e Sergipe (de 88% para 56%), fora da classificação de alerta, conforme os parâmetros da Fiocruz. Roraima (97%), foi o único Estado a registrar taxa superior a 90%, considerada crítica.

Faixa etária

O levantamento estabelece um novo perfil etário entre os contaminados. Na primeira semana de janeiro, os idosos eram maioria entre os casos de internação, 63,4%, e mortes, 81,3%. Agora, com o grupo mais velho vacinado, eles são 28,3% das internações e 52,3% das mortes.

A redução da doença entre os mais velhos e aumento entre os mais jovens é refletida pelos dados de ocupação proporcional de leitos por faixa etária. Nos últimos seis meses, houve redução de 63,73% entre os pacientes com mais de 90 anos e aumento de 198,13% entre os de 20 a 29 anos.

Para os pesquisadores, essa tendência traz novos desafios, entre eles garantir a cobertura vacinal no maior estrato populacional do Brasil, de 30 a 59 anos. (Estadão Conteúdo)

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Estados ficam, pela 1ª vez, sem alta de mortes por Covid

Vacinação mais rápida é apontada como motivo para a redução

10 de Julho de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo
Levantamento também indica queda na ocupação de UTIs.
Levantamento também indica queda na ocupação de UTIs. (Crédito: MICHAEL DANTAS / ARQUIVO AFP)

Pela primeira vez neste ano, nenhum Estado brasileiro registrou aumento nas taxas de incidência ou mortalidade relacionadas à Covid-19. O resultado, divulgado no Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, considera o intervalo entre os dias 20 de junho e 3 de julho. O levantamento ainda aponta a queda na ocupação de leitos de UTIs do SUS pela quarta semana consecutiva. Apesar dos indicadores positivos, as taxas de transmissão continuam elevadas.

“Ainda não se pode afirmar que essa tendência é sustentada, isto é, que vai ser mantida ao longo das próximas semanas, ou se estamos vivendo um período de flutuações em torno de um patamar alto de transmissão, que se estabeleceu a partir de março em todo o País”, alertam os pesquisadores.

Segundo o boletim, a redução da mortalidade pode ser consequência do avanço da campanha de vacinação, que abarcou os grupos mais vulneráveis, como os idosos, em um primeiro momento.

Nas últimas semanas, a vacinação nacional teve o reforço de novos imunizantes -- como o da Pfizer e da Janssen --, mas o País ainda convive com episódios de desabastecimento em postos de saúde, como ocorreu na cidade de São Paulo em junho.

O texto, porém, ressalta que mesmo com a diminuição de casos, muitos Estados ainda registram alta incidência de ocorrências críticas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) -- em particular nas regiões Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste. Com a pandemia, a maioria dos casos de SRAG são depois diagnosticados como infecções pelo novo coronavírus.

UTIs

Após o colapso do sistema de saúde no primeiro semestre, com problemas de falta de oxigênio, leitos e remédios para intubação, é possível ver melhora da pandemia nos hospitais. A maior parte dos Estados apresentou queda na taxa de ocupação de leitos. Os destaques são Tocantins (de 90% para 71%), agora na zona de alerta intermediário, e Sergipe (de 88% para 56%), fora da classificação de alerta, conforme os parâmetros da Fiocruz. Roraima (97%), foi o único Estado a registrar taxa superior a 90%, considerada crítica.

Faixa etária

O levantamento estabelece um novo perfil etário entre os contaminados. Na primeira semana de janeiro, os idosos eram maioria entre os casos de internação, 63,4%, e mortes, 81,3%. Agora, com o grupo mais velho vacinado, eles são 28,3% das internações e 52,3% das mortes.

A redução da doença entre os mais velhos e aumento entre os mais jovens é refletida pelos dados de ocupação proporcional de leitos por faixa etária. Nos últimos seis meses, houve redução de 63,73% entre os pacientes com mais de 90 anos e aumento de 198,13% entre os de 20 a 29 anos.

Para os pesquisadores, essa tendência traz novos desafios, entre eles garantir a cobertura vacinal no maior estrato populacional do Brasil, de 30 a 59 anos. (Estadão Conteúdo)