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CPI da Covid

À CPI, Franco fala em ‘cemitério de vacinas’

10 de Junho de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo
Élcio Franco foi secretário executivo do Ministério da Saúde.
Élcio Franco foi secretário executivo do Ministério da Saúde. (Crédito: EDILSON RODRIGUES / AGÊNCIA SENADO)

O ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco atribuiu ao “cemitério de vacinas” e à incerteza sobre a eficácia de imunizantes para justificar a demora do governo em comprar as doses. Em depoimento à CPI da Covid, ontem, o número 2 do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, negou que tenha havido uma ordem formal para suspender as negociações com o Instituto Butantan, destinadas à compra da Coronavac, e apontou impasse legal para o atraso na aquisição de doses da Pfizer.

Um dos focos da CPI é um gabinete paralelo que teria orientado Bolsonaro contra a vacina e a favor do “kit Covid”. Franco disse desconhecer essa dinâmica, mas admitiu que a pasta não era consultada sobre atos normativos de Bolsonaro.

Franco disse ainda que a atuação do Ministério da Saúde para implementar medidas de restrição foi limitada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao contrário do que defendeu Franco, decisão de abril do último ano da Suprema Corte reconheceu por unanimidade a competência concorrente da União, Distrito Federal, Estados e municípios na definição de medidas de combate à Covid-19.

Osmar Terra

A CPI da Covid aprovou ontem (9) uma série de novas convocações, entre elas do ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra. Ele é apontado por membros da CPI como um dos integrantes do suposto “gabinete paralelo” do governo Bolsonaro, um grupo extraoficial que aconselharia ações a serem tomadas no combate à Covid-19. Os senadores também aprovaram a convocação do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) que teria produzido um documento sobre mortes na pandemia do novo coronavírus, Alexandre Figueiredo Costa e Silva. (Da Redação com Estadão Conteúdo)