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Vacina

Governo assina novo contrato com a Pfizer para mais 100 milhões de doses

Previsão é de que sejam entregues 200 milhões de doses até o final do ano

14 de Maio de 2021 às 14:23
Estadão Conteúdo [email protected]
Ministro da Saúde Marcelo Queiroga
Ministro da Saúde Marcelo Queiroga (Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou ontem (14), o contrato que prevê a aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. Ao todo, a empresa se compromete a entregar este e o primeiro montante até o fim do quarto trimestre, totalizando 200 milhões de doses do imunizante apenas em 2021. O governo Bolsonaro espera ainda receber um carregamento com 30 freezers para armazenamento das vacinas da Pfizer nos próximos dias.

“Estamos muito felizes em celebrar este acordo adicional com o governo brasileiro e assim ampliar nosso apoio à imunização de milhões de brasileiros”, disse Marta Díez, presidente da Pfizer Brasil, em comunicado oficial. Queiroga esteve no Rio para dar início à vacinação de atletas que disputarão as Olimpíadas de Tóquio, em agosto deste ano. Participaram do evento, no Centro de Capacitação Física do Exército, os atletas Rosângela Santos, do atletismo; Ana Marcela Cunha, de maratona aquática; Larissa de Oliveira, da natação; Marcus Vinicius D’Almeida, do tiro com arco; Caio Ribeiro, da canoagem paralímpica; e Michel Pessanha, do remo paralímpico.

 

Freezers

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que os equipamentos necessários para armazenamento do imunizante funcionam a 80ºC negativos e serão distribuídos um para cada unidade da federação, com exceção de São Paulo, Rio e Minas que, por serem mais populosos, receberão duas unidades.

Segundo ele, o novo contrato com a Pfizer prevê a entrega das novas doses de outubro a dezembro, mas o laboratório sinalizou que poderá antecipar a entrega de 30 milhões para setembro. Nos novos freezers, é possível armazenar os imunizantes por até 6 meses.


CPI da Covid

Sobre a Pfizer, ponto central da CPI da Covid em curso no Senado, o ministro evitou tecer comentários relativos à suposta omissão do governo brasileiro durante a gestão do general Eduardo Pazuello na Saúde. “Não estou aqui para julgar ninguém. Sou ministro da Saúde, não participei dessas negociações”, disse

“Fui à CPI, prestei os esclarecimentos aos senadores, fiquei lá mais de 10 horas. Nosso dever como brasileiro é ficar à disposição das autoridades para prestar contribuições e fortalecer nossa democracia. Se julgarem conveniente que eu vá novamente, irei como fui da última vez, entrando pela porta da frente.”

A reconvocação de Queiroga é cogitada porque, segundo os senadores, ele não foi enfático ao falar sobre a cloroquina, medicamento ineficaz para o combate à covid que foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Ao abordar temas mais políticos, o ministro também negou que haja problemas diplomáticos com a China para o recebimento de ingrediente farmacêutico ativo (IFA).

Queiroga esteve no Rio para dar início à vacinação de atletas que disputarão as Olimpíadas de Tóquio, no Japão, em agosto deste ano.


Exonerações

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez novas mudanças na equipe, substituindo diretores que integraram a equipe do ex-ministro Eduardo Pazuello. O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira traz a exoneração do coronel do exército Nivaldo Alves de Moura Filho do cargo de diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. Para seu lugar, foi nomeado Márcio Neves Arbach. Ele é servidor de carreira do Ministério da Cidadania e atuava como coordenador-geral de Controle em Demandas Externas na Pasta.

Também foram nomeados Giovanny França para o cargo de Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis do Ministério da Saúde, e Musa Denaise de Melo como diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde. Os dois são servidores de carreira da Saúde, França é doutor em epidemiologia e Melo é pós-graduada em Saúde Coletiva.

Na quinta-feira, Luiz Villela Blumm foi nomeado para o cargo de subsecretário de Assuntos Administrativos da secretaria-executiva do Ministério da Saúde. Anteriormente, ele era diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. (Estadão Conteúdo)

Matéria atualizada às 2h18 deste sábado (15)