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Vacinas

Crise na Índia vai afetar os prazos de vacinação no Brasil

Governo indiano tende a reter a produção de vacinas para abastecer o mercado interno

28 de Abril de 2021 às 12:04
Estadão Conteúdo
Apesar da negativa da AstraZeneca e do Blackrock, empresários brasileiros dizem negociar 33 milhões de doses da vacina. Crédito da foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil (23/01/2021)
Apesar da negativa da AstraZeneca e do Blackrock, empresários brasileiros dizem negociar 33 milhões de doses da vacina. Crédito da foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil (23/01/2021) (Crédito: Apesar da negativa da AstraZeneca e do Blackrock, empresários brasileiros dizem negociar 33 milhões de doses da vacina. Crédito da foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil (23/01/2021))

O agravamento da pandemia de Covid-19 na Índia deve afetar diretamente o calendário vacinal brasileiro. Com o número de casos da doença em disparada, o governo indiano tende a reter a produção de vacinas para abastecer o mercado interno. A medida atingirá exportações de vacinas com as quais o Brasil contava.

No calendário apresentado sábado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a entrega de 8 milhões de doses da vacina da AstraZeneca à Fiocruz foi postergada para o terceiro trimestre deste ano. A chegada de quatro lotes entre abril e julho não será cumprida: o imunizante é produzido no Laboratório Serum, na Índia.

Em janeiro, diante da demora na chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China, a Fiocruz negociou com o Serum 2 milhões de doses. No mês seguinte, foram compradas mais 10 milhões. Dessas, 8 milhões não foram entregues.

Segundo a AstraZeneca, essa negociação é conduzida diretamente entre a Fiocruz e o Serum. A Fiocruz informou que a negociação está a cargo da diplomacia dos dois países. As 8 milhões de doses prometidas pelo consórcio para maio são da AstraZeneca, mas fabricadas em um laboratório da Coreia do Sul.