Exterior

Vaticano nomeia seis mulheres para o Conselho de Economia, uma decisão inédita

É a primeira vez que o Vaticano nomeia mulheres para este organismo criado em 2014 e composto por 15 membros
Vaticano nomeia seis mulheres para o Conselho de Economia, uma decisão inédita
O papa Francisco faz seu discurso à multidão da janela do palácio apostólico com vista para a praça de São Pedro, no Vaticano. Crédito da foto: Andreas Solaro / AFP (26/7/2020)

O papa Francisco nomeou seis mulheres, duas delas espanholas, como especialistas laicas para que integrem o Conselho de Economia. A entidade supervisiona as atividades administrativas e financeiras da Santa Sé.

É a primeira vez que o Vaticano nomeia mulheres para este organismo criado em 2014 pelo papa Francisco e composto por 15 membros, oito deles cardeais ou bispos. O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising, continuará coordenando este comitê, mas o papa decidiu renová-lo amplamente ao nomear 13 novos membros, seis deles cardeais e sete especialistas não religiosos.

Entre os novos especialistas, há seis mulheres das esferas acadêmica, política e financeira. Duas delas são espanholas: María Concepción Osácar Garaicoechea, presidente do conselho de administração de Azora Capital e Azora Gestión, e Eva Castillo Sanz, jurista e economista.

Há também duas alemãs: Charlotte Kreuter-Kirchhof, professora de direito na Universidade Heinrich-Heine de Dusseldorf, e Marija Kolak, presidente da Associação alemã de bancos e caixas populares. E duas britânicas: Ruth Mary Kelly, ex-ministra trabalhista de Educação, y Leslie Jane Ferrar, ex-conselheira financeira do príncipe Carlos.

 

O economista italiano Alberto Minali é o único nome entre os novos especialistas. A Santa Sé também designou como novos integrantes religiosos do Conselho de Economia Péter Erdő, arcebispo de Eztergom-Budapest; Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo; Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo de Quebec; Joseph William Tobin, arcebispo de Newark (Estados Unidos); Anders Arborelius, bispo de Estocolmo; e o italiano Giuseppe Petrocchi, arcebispo do Aquila. (AFP)

Comentários