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UE estuda adoção de passaporte sanitário

UE estuda adoção de passaporte sanitário
Ursula von der Leyen: documento será digital com QR Code. Crédito da foto: John Thys / AFP

A União Europeia (UE) propôs ontem a criação de um certificado de vacinação de Covid-19 que facilitará as viagens no bloco. De acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o documento digital será aceito por todos os países que compõem a UE.

“O Certificado Verde Digital será uma prova de que uma pessoa foi vacinada contra a Covid-19, recebeu um resultado negativo do teste ou se recuperou da Covid-19”, diz nota divulgada pela Comissão. Segundo a UE, o documento incluirá um QR Code que garantirá sua segurança e autenticidade.

O certificado poderá ser solicitado pelos cidadãos da UE e seus familiares, independentemente da nacionalidade, por não europeus que residem no bloco e por visitantes que têm o direito de viajar pela região. De acordo com a Comissão, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento e pelo Conselho Europeu. Além disso, os países precisam implementar as normas técnicas.

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Outras iniciativas

Vários países contemplam adotar um passaporte sanitário, e alguns já começaram a utilizá-lo. No início de março, a China anunciou, por sua vez, o lançamento de um “certificado de saúde” digital para os chineses que quiserem viajar para o exterior.

De maneira isolada na Europa, Grécia e Chipre adotaram passaportes desse tipo para viajar para Israel, um país particularmente avançado em sua vacinação, segundo suas autoridades.

Dinamarca ou Suécia preveem instaurar passaportes sanitários em breve, enquanto outros membros da UE, como França e Alemanha, manifestam reservas quanto à ideia de que se imponham restrições muito severas.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que reúne as principais companhias do setor, também examina há meses a possibilidade de instaurar um passaporte digital para que os viajantes possam provar sua condição de saúde antes de embarcar. (AFP e Estadão Conteúdo)

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