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Teste sanguíneo pode ajudar a escolher tratamento para câncer de mama

Segundo um estudo, a partir disso, seria possível melhorar a sobrevida dos pacientes
Exame de sangue poderia ajudar a escolher o tratamento mais adequado para câncer de mama. Crédito da foto: Pixabay

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34, de acordo com um ensaio clínico apresentado nesta quinta-feira (6) em um congresso nos Estados Unidos.

“Este é o primeiro estudo que mostra que, usando essa informação, podemos melhorar a sobrevida dos pacientes”, explicou à AFP o professor Jean-Yves Pierga, chefe do departamento de oncologia médica do Instituto Curie, onde o estudo foi realizado.

Mulheres com câncer de mama com metástases denominadas “sensíveis a hormônios” (o mais comum) são mais frequentemente tratadas com terapia hormonal, enquanto a quimioterapia, que produz pesados efeitos colaterais, é reservado a pacientes com formas mais graves.

Mas atualmente, “os critérios que permitem aos médicos avaliar essa seriedade e, portanto, a escolha do tratamento permanecem incertos”, ressaltam em um comunicado o Instituto Curie e a Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines.

Em um ensaio clínico que incluiu 778 pacientes de cerca de 15 hospitais franceses, metade teve seu tratamento escolhido com base na avaliação do médico e a outra metade com base em suas células tumorais circulantes (CTC).

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Para 300 delas, o tratamento indicado pela análise das células tumorais circulantes não correspondia àquele que o médico teria escolhido. E, de acordo com os pesquisadores, “mulheres que foram tratadas com terapia hormonal de acordo com o médico, mas que finalmente receberam quimioterapia devido à elevada taxa de CTC no sangue, tiveram sua sobrevida aumentada”.

Estes resultados, apresentados no Simpósio sobre o câncer de San Antonio, Texas, pelo professor François-Clément Bidard, um oncologista do Instituto Curie, convidam “a combinar as duas abordagens para guiar as escolhas terapêuticas: a perspectiva do clínico e a dosagem do CTC”, estimou o pesquisador, citado no comunicado.

Este estudo foi financiado principalmente pelo Instituto Nacional do Câncer (INCa) com “uma pequena contribuição” da CellSearch, empresa americana que fornece tecnologia de dosagem de CTC, disse Pierga. Seus resultados serão posteriormente publicados em um periódico científico, acrescentou ele. (AFP)

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