Exterior

Tempestade tropical deixa morte e destruição em Guatemala e El Salvado

Nove pessoas já morreram e o governo decretou estado de emergência

 

Vista do rio Los Esclavos durante a tempestade tropical Amanda, em Cuilapa, 65 km a sudeste da Cidade da Guatemala. Crédito da foto: Johan Oordenez/ AFP

 

A tempestade tropical Amanda, primeira da temporada sobre o Pacífico, atingia neste domingo Guatemala e El Salvador, onde nove pessoas morreram e o governo decretou estado de emergência, em meio a casas destruídas ou inundadas e cortes de energia.

O ministro salvadorenho do Interior, Mario Durán, classificou a situação do país de “urgência”, uma vez que, apenas na área metropolitana de San Salvador, foram reportadas 50 casas “perdidas”.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, decretou hoje estado de emergência por um período de 15 dias, prorrogáveis. Antes disso, a Defesa Civil havia decretado alerta vermelho devido às inundações generalizadas e aos cortes de energia na maior parte do país centro-americano, muito vulnerável a fenômenos climáticos, informaram fontes oficiais.

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A declaração do alerta vermelho permitiu o resgate de soterrados por brigadas de órgãos de socorro e efetivos do Exército, que usavam até balsas para realizar operações em colônias inundadas.

As chuvas que caem desde ontem são fruto da tempestade tropical Amanda, que se mantém no Pacífico, em frente à costa da Guatemala, país que também está em alerta.

“Nas próximas horas, as chuvas continuarão no país, o que irá gerar um aumento do nível dos rios, poderão ocorrer danos em estradas e inundações nas áreas da costa sul”, indica um boletim da Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred) da Guatemala.

Segundo o porta-voz da Coordenadoria, David de León, no momento são registrados alguns alagamentos e cinco deslizamentos que bloquearam estradas, mas não houve evacuações.

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Em San Salvador, o diretor da Defesa Civil, William Hernández, reportou que, em todo o país, há mais de 200 casas inundadas e pessoas evacuadas devido ao transbordamento de rios. Ele também relatou árvores derrubadas, deslizamentos de terra, veículos danificados e cortes de energia.

No país, de 6,6 milhões de habitantes, 87% dos escassos 20.742 km² de território são vulneráveis a fenômenos hidrometeorológicos. (AFP)

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