Exterior

Nasa quer fazer helicóptero voar em Marte pela primeira vez

A pequena aeronave Ingenuity deve chegar ao planeta na quinta-feira (18)
O helicóptero Ingenuity devem voar em Marte com uma densidade equivalente a apenas 1% da atmosfera terrestre. Crédito da foto: EFE /EPA
/USGS Astrogeology Center/ Agência Brasil

Mais de um século depois do primeiro voo motorizado na Terra, a Nasa quer provar que é possível fazer um veículo voar em outro planeta. Transportado a bordo da missão Mars 2020, que chega ao seu destino na quinta-feira  (18), o pequeno helicóptero Ingenuity deve realizar um feito histórico: subir no ar com uma densidade equivalente a apenas 1% da atmosfera terrestre.

Helicóptero ultraleve

Ingenuity, na verdade, se parece mais com um grande drone. O principal desafio para os engenheiros era torná-lo o mais leve possível, de modo que seja capaz subir em um ar extremamente leve. Pesa apenas 1,8 quilo. É composto por quatro pés, um corpo e duas hélices sobrepostas. Mede 1,2 metros de uma extremidade à outra de uma hélice.

As hélices girarão a uma velocidade de 2.400 rpm (rotações por minuto), aproximadamente cinco vezes mais rápido que um helicóptero padrão.

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Ingenuity está equipado com painéis solares para recarregar suas baterias. Grande parte de sua energia servirá para se manter quente (faz -90 °C à noite em Marte). Também pode tirar fotos e vídeos.

O helicóptero viaja preso à parte inferior do corpo do Perseverance, o veículo principal da missão. Uma vez em Marte, se desprenderá para cair no solo e o rover rolará sobre ele para que possa se afastar.

 Voos de 90 segundos

Ingenuity deve realizar até cinco voos de dificuldade gradual durante um período de um mês imediatamente após a chegada do Perseverance. Ingenuity pode subir até cinco metros de altura e se deslocar até 300 metros, mas irá muito menos longe no primeiro teste.

Cada voo pode durar o máximo de um minuto e meio, “o que não é pouca coisa em comparação com os 12 segundos” do primeiro voo motorizado na Terra, argumenta a Nasa.

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Devido ao atraso na transmissão de cerca de vinte minutos entre a Terra e Marte, não tem como controlá-lo à distância. Voará em autonomia: vai programado com alguns comandos, mas, depois, terá que valer por si mesmo, graças a uma série de sensores que o ajudarão a se locomover. Os resultados dos voos serão recebidos na Terra muito depois de acontecerem.

Para quê?

Este experimento é o que a Nasa chama de uma missão de demonstração: não tem nenhum objetivo científico, exceto demonstrar que é possível voar em Marte e recolher dados sobre o comportamento de uma nave em outro planeta.

No futuro, essas aeronaves poderiam “marcar o início de uma era completamente nova de exploração de Marte”, disse com entusiasmo Bob Balaram, engenheiro chefe do projeto, dando a possibilidade de chegar aonde os rovers não podem ir, como, por exemplo, acima dos canhões.

Também é possível imaginar que este tipo de nave vá buscar, para depois trazer de volta a uma base, amostras coletadas por missões anteriores. Por exemplo, as amostras que Perseverance deve começar a recolher na próxima fase da missão Marte 2020. (AFP) 

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