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Nasa confirma pouso de veículo robô em Marte

Rover Perseverance busca sinais de vida no planeta vermelho
Nasa confirma pouso de veículo robô em Marte
Cientista Steve Jurczyk posa com uma réplica da Rover Perseverance no laboratório da Nasa. Crédito da foto: Patrick T. Fallon / AFP

Quase sete meses depois de decolar da Terra, a espaçonave Rover Perseverance pousou no final da tarde de ontem (18), em Marte. A missão americana, da Nasa, vai buscar sinais de vida no planeta vermelho — para isso, o robô vai recolher amostras de rochas e sedimentos marcianos e trará de volta para a Terra pela primeira vez na história.

Todos os cronogramas foram cumpridos conforme o previsto pela agência americana. A espaçonave deixou a Terra no dia 30 de julho e pousou na cratera Jezero. No local escolhido, há cerca de 3 a 4 bilhões de anos, havia um imenso lago, em uma área de 500 quilômetros quadrados.

Os sete minutos finais antes do pouso correram sob tensão. Em silêncio, cientistas em uma sala acompanhavam o minuto a minuto da aproximação da espaçonave ao planeta vermelho. Às 17h48, o Perseverance entrou na atmosfera de Marte sob aplausos. Vieram os minutos finais — eles são considerados os mais difíceis, pois é preciso que a espaçonave diminua a velocidade para fazer o pouso.

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O paraquedas foi aberto: mais apreensão e contagem regressiva na tela. Um monitor mostrava a projeção do Perseverance se aproximando do alvo, a cratera Jezero. Houve silêncio dos cientistas da Nasa até as palmas finais, pelo pouso histórico.

O Perseverance irá perfurar as rochas, procurando material orgânico para ser coletado. Não há pretensão de encontrar vida como a nossa em Marte, mas há a possibilidade de descobrir se já existiram colônias de bactérias (vida microbiana).

“Mesmo se concluirmos, após a análise de amostras devolvidas, que o lago era desabitado, teremos aprendido algo importante sobre o alcance da vida no cosmos”, disse Ken Williford, cientista-assistente do projeto. “Quer Marte tenha sido ou não um planeta vivo, é essencial compreender como os planetas rochosos como o nosso se formam e evoluem. Por que nosso próprio planeta permaneceu hospitaleiro enquanto Marte se tornou um deserto desolado?”

Desde a década de 1970, uma série de sondas e satélites já foi enviada para Marte por diferentes países. A expectativa é de que o veículo permaneça durante pelo menos um ano em solo marciano — o que equivale a dois anos na Terra. Não há data de retorno. (Estadão Conteúdo)

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